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    A Fábrica de Robôs - Edição de Bolso

    Karel Čapek, Karel Capek

    Hedra
    2010
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-13: 9788577151615
    Português Brasileiro
    3.8
    168 avaliações
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    A fábrica de robôs (1920), drama em três atos, pertencente ao ciclo de obras distópicas de Tchápek, apresenta um mundo onde o avanço indiscriminado da ciência e da técnica deflagra uma crise sem precedentes que ameça a própria humanidade. Um cientista descobre a fórmula capaz de dar vida a máquinas de aparência humana, gerando um desequilíbrio radical no modo de produção e tornando a mão de obra humana obsoleta. Essas “criaturas” artificiais, desprovidas de sentimentos e criatividade, passam a exercer todas as atividades braçais, com consequências nefastas para os homens. A palavra “robô”, cujo significado em tcheco é “servidão; trabalho forçado”, e que seria incorporada em quase todas línguas, foi cunhada e usada pela primeira vez nessa peça, encenada a partir de 1921 na Europa, com enorme repercussão. Tanto o stalinismo quanto o nazismo ainda estavam sendo gerados no ano em que a peça foi redigida, mas esta obra constituiu um alerta contra os fundamentalismos ideológicos que, logo mais, se abateriam sobre o mundo. Karel Tchápek (Boêmia, 1890--Praga, 1938) é um dos mais celebrados autores tchecos do século XX. Romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta, Tchápek foi também contista de talento notável, deixando uma vasta produção. Karel saiu jovem de sua cidade natal, situada ao norte da Boêmia. Aos onze anos, foi enviado ao ginásio em Hradec Králové, onde começou a escrever os primeiros textos. Em 1904, na cidade de Brno, publicou dois poemas no semanário Domingo. Em Praga, estudou filosofia e estética e começou a colaborar nos diários mais influentes da capital tcheca com artigos sobre literatura e arte. Também teve uma passagem acadêmica na França e Alemanha, onde estudou a cultura germânica. Homem de pensamento livre, tornou-se o representante máximo da cultura democrática de seu país, advertindo os compatriotas e o mundo a respeito do perigo dos fundamentalismos ideológicos, que varreriam a democracia e a cultura humanística tanto do Velho Continente quanto de qualquer outro ponto no mapa-múndi. Tchápek e seu irmão Josef combateram abertamente o nazismo e qualquer forma de totalitarismo, e chegaram a ser declarados inimigos públicos de Berlim. Josef, pintor e escritor, foi enviado em 1939 para o campo de concentração de Bergen-Belsen, de onde nunca retornou. Tchápek faleceu em decorrência de uma pneumonia, três meses após a anexação dos Sudetos pelo regime nazista. Aleksandar Jovanović é doutor em Semiótica e Linguística, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e ensaísta e tradutor de línguas da Europa Centro-Oriental. Dentre outros livros, traduziu, do tcheco, Histórias apócrifas (Editora 34, 1994), de Karel Tchápek, e Nem santos nem anjos (Record, 2006), de Ivan Klíma; do húngaro, História da literatura universal do século XX (UnB, 1990), de Miklós Szabolcsi, e A exposição das rosas (Editora 34, 1993), de István Örkény. Do sérvio, organizou, prefaciou e traduziu as antologias Literatura iugoslava contemporânea -- Sérvia (1987) e Caracol estrelado: poesia sérvia contemporânea da segunda metade do século XX (2008).

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    Our Brave New Blog08/07/2016Resenhou um livro
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    RESENHA A FÁBRICA DE ROBÔS - OUR BRAVE NEW BLOG

    O quão mágico é seu centésimo livro lido ser também o primeiro que você tem por causa do blog? Eu me sinto bem feliz com essa coincidência, e, além de não ter demorado muito, fico mais feliz ainda por ser de um escritor que eu queria ler e de uma editora na qual eu realmente quero apoiar, porque publica obras realmente boas, mas que infelizmente não atingem o grande público. Tchapek era tcheco e foi um grande escritor da sua época, contemporâneo de gente como Kafka e Thomas Mann, um grande contista de seu país e ativista contra o nazismo. Então sim, estamos falando de clássicos na área. E mais, clássico da ficção científica, vindo de um lugar que não se muito associado ao assunto, na verdade praticamente só se comenta escritores estadunidenses, britânicos e franceses nessa meiuca apelidada de FC. E a Any Rand. Mas ninguém quer saber dela. Vamos à sinopse dessa bagaça então: Doutor Rossum descobriu uma fórmula para criar seres geneticamente parecidos conosco, dando vida às mesmas. Por serem parecidas conosco, porém desprovidas de sentimentos, alguns empresários criam esses humanos em massa para laborarem em todas as atividades braçais existentes, deixando os seres humanos de vida boa. Acontece que algo dá errado e esses robôs resolvem rebelar-se contra os homens preguiçosos, querendo todo o poder da terra. Uma coisa importante de se dizer: essa foi a primeira vez que a palavra robô apareceu no mundo, ou seja, Tchapek criou o conceito. O que me diz que o título da obra já foi muito melhor do que ele é hoje. Imaginem ir para o teatro (eu avisei que era uma peça? Então, é uma peça) e se deparar com um nome que sugere a fabricação de algo que você não tem a menor ideia do que seja, a única referência que você tem é que essa tal palavra desconhecida tem a ver com trabalho (em tcheco, claro). Se bem que esse não é o titulo original. Então whatever. O enredo se baseia na ganância humana, sua falta de limites e como isso pode ser extremamente prejudicial. Os senhores que controlam a fábrica sabiam que isso podia acontecer, mas acharam que não seria nada demais. Tchapek tem que construir o conceito nunca antes visto dentro da peça, e as mudanças para o que temos hoje em dia são enormes, muito por causa do avanço da tecnologia. Os robôs de Karel são basicamente proto-humanos, nossa imagem e semelhança só que sem o que não se necessita para trabalhar, como, por exemplo, os órgãos sexuais. Meu problema com a peça foi a falta de explicação para algumas coisas, como o fato de os homens depois de um tempo não conseguirem mais se reproduzir, e simplesmente ninguém saber o motivo. CONTINUE LENDO NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/a-fabrica-de-robos-por-karel-tchapek

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    Karel Čapek

    Karel &#268;apek (pronuncia-se Kárel Tchápek) é considerado o principal escritor tcheco da primeira metade do século XX. Sua projeção internacional deve-se sobretudo à peça <i>R.U.R.</i> e ao romance <i>A guerra das salamandras</i>, mas sua importância e qualidade artística vão muito além dessas duas obras. Apesar da brevidade de sua vida, deixou um rico conjunto de romances, contos, peças teatrais, traduções, estudos filosóficos e artigos jornalísticos. Nasceu em 9 de janeiro de 1890, em Malé Svato&#328;ovice — à época, parte do Império Austro-Húngaro; hoje, da República Tcheca —, doutorou-se em 1915 em Filosofia pela Universidade Carlos, em Praga, e logo iniciou uma longa carreira como jornalista e escritor. Morreu em 1938, vítima de pneumonia.

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    Karel &#268;apek