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    Passatempo (Cantadas literárias #3) - e outros poemas

    Francisco Alvim

    Brasiliense
    1981
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    4 avaliações
    Leram11Lendo1Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados12Avaliaram4

    Reunião dos livros Lago, montanha, Festa, Passatempo e Sol dos Cegos.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Eduardo picture
    Eduardo21/10/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Poemas, poemas, poemas

    Há vários poemas no histórico. agora, acrescento mais alguns aqui na resenha. gostei muito do Alvim. Curioso para ler mais livros dele. LINHA Meu amor divisível multiplica em mil inflexões de amar o instante indiviso. O tempo é linear diverso da vida que está na linha e não está. ---- NA SALINHA Nós temos um problema de feed-back Nossa entropia cada vez aumenta mais Você pergunta a um cara daqui O que é entropia O que é feed-back E ele te responde: é a mãe Obs: VOCE TEM UMA IDEIA DE AULA A PARTIR DESSE POEMA, LEMBRA? Tá anotado numa folha A4, passe a limpo num diário, coisas assim. --- Não posso pensar cada instante de minha vida numa palavra Não posso mais é o que gostaria de fazer Sei que a vida não me vive para ser escrita me vive para me ter vivido Sei disso mas como é se num lago muito calmo onde a chuva caísse mansamente e em cada círculo na água um outro (o mesmo) lago onde chovesse --- MUITO OBRIGADO Ao entrar na sala cumprimentei-o com três palavras boa tarde senhor Sentei-me defronte dele (como me pediu que fizesse) Bonita vista pena que nunca a aviste Colhendo meu sangue: a agulha enfiada na ponta do dedo vai procurar a veia quase no sovaco Discutir o assunto fume do meu cigarro deixa experimentar o seu (Quanto ganhará este sujeito?) Blazer, roseta, o país voltando-lhe no hábito do anel profissional Afinal, meu velho, são trinta anos hoje como ontem ao meio-dia Uma cópia deste documento que lhe confio em amizade Sua experiência nos pode ser muito útil não é incômodo algum volte quando quiser -- FALTA ANOTAR o poema NUDEZ.

    1 curtida

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    3.8 / 4
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    • 3 estrelas25%
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    • 1 estrelas0%
    Francisco Soares Alvim Neto profile picture

    Francisco Soares Alvim Neto

    Poeta e diplomata brasileiro associado à poesia marginal, estreou em 1968, um ano antes de mudar-se a Paris junto à UNESCO. Em 1982 e 1988, ganha o Prêmio Jabuti. Foi cônsul-geral na Espanha, Holanda e embaixador na Costa Rica até aposentar-se em 2008.

    9 Livros
    1 Seguidor
    Minas Gerais, Brasil

    Francisco Soares Alvim Neto