Andy Warhol – O Gênio do Pop -

    Tony Scherman, David Dalton

    Editora Globo
    2010
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788525048363
    Português Brasileiro

    Artista e celebridade. Gênio e oportunista. No mundo da arte, Andy Warhol é a figura que mais dividiu (e conquistou) a crítica. Mas o herói da cultura pop dos anos 60, cujas frases ambíguas causavam furor publicitário, é apenas a personagem construída para o público. Andy Warhol – o gênio do pop, primeiro livro dos norte-americanos Tony Scherman e David Dalton traduzido no Brasil, se propõe a desvendar o homem por trás da charada. O leitor é transportado aos bastidores da cena artística conduzida por uma nova estirpe de marchands e comandada pela figura cool de gola alta, peruca prateada e óculos escuros. Baseando-se em novas fontes e extensas entrevistas, Andy Warhol – o gênio do pop revela um artista impulsionado por speed (anfetamina), obcecado pela aparência e com mania de telefone, mas que destruiu a Arte com “A” maiúsculo e abalou o mito do autor. O livro se concentra no que os autores chamam “a primeira vida” de Warhol, desde sua infância na classe baixa americana como Andrew Warhola, passando pelos anos no estúdio Factory – “esse sótão sujo no centro da cidade” – até 1968, quando levou um tiro de Valerie Solanas. Com estilo fluido e declarações por vezes cômicas, a obra conta como surgiram as latas de sopa Campbell’s – uma ideia de 50 dólares – e a primeira Marilyn, o plano de fazer um filme de oito horas sobre um homem dormindo e a exposição que provou que um artista de galeria poderia ser uma estrela do rock. De completo outsider a “amigo do peito” de Elizabeth Taylor, Warhol mostra que estava em profunda sintonia com sua época e prova, nesse livro, que os críticos do pop “não entenderam a piada”.

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    Skooblover picture
    Skooblover12/11/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    The world fascinates me...

    Andy, andy... é difícil pra qualquer um que admira seu trabalho começar a falar sobre o ícone da pop-art. Emergindo do subúrbio, com uma perspectiva não muito favorável, Andrew Warhola revolucionou (tenho certeza sobre o uso desta palavra) a cultura pós-guerra na América. Plástica, artificial, tola e sem sentido. Adjetivos pejorativos aplicados a um movimento artístico cheio de significado. O consumo, o poder, a busca pela fama, a tragédia, o sexo, a celebração da vida agitada dos Nova-iorquinos da década de 60/70. Andy Warhol foi o percussor dessa arte que abalou o conceito de arte moderna e colou os críticos da pintura em desconcerto com suas próprias convicções, contribuindo para o debate sobre os valores da América depois da Segunda Guerra Mundial. E é essa atmosfera que os jornalistas Tony Scherman e David Dalton recriam para contar essa história não só relatando a vida pessoal de Warhol, mas como sua confusão e sua personalidade excêntrica mudaram os rumos da arte no final do século XX. Suas festas, seus excessos, seus namoricos, seus hábitos estranhos de voyeur, suas manias e seus devaneios são narrados em detalhes ricos que contribuem para o leitor abusar de sua imaginação e tentar desvendar o enigma pop da por trás da figura de Andy Warhol. É uma edição primorosa, com fotos dos principais personagens dessa aventura - o estúdio de Warhol - a Factory, a atriz Edie Sedgwick, o grupo de rock The Velvet Underground, a modelo Nico e vários outros artistas independentes que respiravam a atmosfera iluminada de Andy. Ares de uma Nova York que não voltará a ser a mesma, e deixa para leitores como eu, o gosto amargo de não ter vivido naquela época. O gosto de não saber o que vem a seguir.

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