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    A Praia de Brazzaville -

    William Boyd

    Rocco
    2005
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 8532505120
    Português Brasileiro
    4
    3 avaliações
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    A cientista Hope Clearwater tem duas histórias para contar. A primeira sobre a Inglaterra, a segunda sobre o local longínquo onde vive. Ela fugiu para a África, crente que iria encontrar refúgio em praias desertas. Agora, circunstâncias estranhas e complexas a envolvem e ela precisa descobrir respostas para muitas perguntas de uma só vez, esclarecer muitas dúvidas. Sobre sua inocência ou culpa, ética, política, as leis que governam o comportamento do homem, dos primatas e da existência em nosso planeta, de maneira geral. O que Hope Clearwater tem para contar pode intrigar o leitor até perturbá-lo, mas guarda o fascínio inerente a toda a criação do romancista britânico William Boyd.

    Resenhas (1)Ver mais
    Osman Torres Ximenes Junior picture
    Osman Torres Ximenes Junior01/06/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Praia de Brazzaville, William Boyd

    Ainda não estou bem certo sobre o que o autor pretendia abordar em A Praia de Brazzaville. Sem dúvidas, existe um paralelo entre os dois acontecimentos que justificam o fato de a protagonista residir em uma praia na costa africana, longe de seus familiares e de seu país de origem, a Inglaterra. Mas o objetivo seria apenas mostrar como o comportamento dos primatas reflete nos atos intempestivos e egoístas dos homens em sociedade? Ou a metáfora vai mais além referindo-se a importância do papel que a mulher (ou a fêmea) ocupa em seu mundo? A guerra da comunidade dos chimpanzés é uma alegoria à guerra civil no Congo? Os pensamento científicos, filosóficos ou até mesmo puramente matemáticos podem ser aplicados às situações de mudanças ou tragédias cotidianas, ensinando como absorvê-las e a seguir em frente? Mesmo sem conseguir estabelecer um foco (o que não pode ser considerado uma falha) reconheço a maestria com que William Boyd constrói essa difícil, mas instigante, narrativa que viaja de Londres à África, visitando o passado (distante e recente) até chegar ao presente, oscilando entre a 1º e a 3º pessoa, de um complexo desenvolvimento de seus personagens e uma densa atmosfera, sempre bem coerente com o estado de espírito desta marcante figura feminina criada aqui: Hope Clearwater. Hope Clearwater é uma jovem cientista que vivendo em um lugar inóspito tem pela primeira vez a oportunidade de contemplar e refletir sobre as diferentes circunstâncias que ocasionaram sua situação atual: seu curto e problemático casamento com um singular matemático, suas inacreditáveis descobertas em seu campo de pesquisa científica em um centro de estudos de uma comunidade de chimpanzés selvagens e até seu inesperado envolvimento com a Guerra Civil na África. A humanidade de Hope é o estímulo para acompanhar tão avidamente os eventos que marcaram sua trajetória, que como a nossa, varia de acordo com as escolhas que precisamos tomar e pessoas que encontramos pelo caminho. E é interessante que mesmo após tantas provações, Hope (ou esperança!) ainda acredita na natureza humana e na expectativa de um futuro que valha a pena ser vivido.

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    William Boyd

    Escritor britânico, nascido em 1952, em Acra, a capital do Gana. Filho de um médico e de uma professora, acompanhou a família na sua mudança para a Nigéria, ocorrida em virtude da proclamação da independência do Gana, em 1957. <br>Boyd é autor de um livro de não ficção, três coletâneas de contos e catorze romances incluindo o thriller histórico <i>Fuga</i> — vencedor do Costa Novel of the Year — e <i>As aventuras de um coração humano</i>, em que Ian Fleming aparece como personagem. Entre seus outros prêmios, estão o Whitbread First Novel Prize, o John Llewellyn Rhys Prize, o James Tait Black Memorial Prize e o Prix Jean Monnet. Boyd também é membro da Real Sociedade de Letras e Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres. Em 2005, foi condecorado com a ordem CBE do Império Britânico.

    30 Livros
    4 Seguidores

    William Boyd