13 histórias de medo foi uma conversa, uma conversa que vc tem com alguém que te conta uma história, " aconteceu com um amigo de um amigo meu", " isso é uma história lá da minha cidade", "essa história quem contou foi minha mãe mas é sobre o meu avô", o medo velho, essas histórias que quando vem narradas faziam causar um frio na espinha e até hoje ainda causa quando você ler elas em grupos como o Contos do Além.
Me sentia em casa apesar de morar numa metrópole, as cidadezinhas é quem sempre tem as melhores histórias.
É uma leitura agradável para quem gosta do medo velho, o medo velho é o termo que eu uso para histórias que não assustam de verdade, mas que já assustaram gerações mais velhas do que a minha.
Infelizmente por ser um medo velho, eu acho que o autor, ao alegar que escreveu para os jovens errou feio, só teve um conto que de fato tinha crianças na história o resto era tudo adultos, para você assustar de fato um público que você quer precisa que as histórias sejam no ambiente que esse publico vive, enquanto o trabalho, ou andar de carro pela estrada ainda é algo longe de acontecer, os cenários de terror precisam ser feitos em ambientes como escola, o parquinho e lógico a idade apropriada da molecagem.
Então eu não concordo com o autor quando ele diz que escreveu para os mais jovens, ele escreveu com uma nostalgia velha com histórias de pessoas adultas, os jovens podem ler mas isso já não é o que os assustam e tão pouco se sentem personagens da história.
Recomendo quem quer ler um legítimo terror nacional, algo que sempre vai ter sabor nostálgico, ele tem o que familiar de quem mora nesse país e tem familiares em cidadezinhas que todo mundo conhece todo mundo.