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    Jean-Christophe - Vol. 1 -

    Romain Rolland

    Editora Globo
    2006
    414 páginas
    13h 48m
    ISBN-10: 8525001511
    Português Brasileiro
    4.2
    36 avaliações
    Leram45Lendo4Querem88Relendo0Abandonos4Resenhas3
    Favoritos10Desejados88Avaliaram36

    'Jean-Christophe' é um conjunto de 10 romances que podem ser lidos separadamente - assim eles foram publicados em sua primeira edição. Ao longo de mais de 2.200 páginas, Romain Rolland desenvolve a biografia imaginária de Jean-Christophe Krafft, um gênio da música, do nascimento à morte, traçando um amplo quadro sócio-político da última metade do Século XIX, 'uma época de decomposição moral e social da França'. Personagem parcialmente baseado em Ludwig van Beethoven, de quem, aliás, Rolland escreveu uma biografia, Jean-Christophe é um herói criado para 'ver e julgar' a sua época, agindo não pelo pensamento ou pela força mas pelo coração. E, na verdade, Rolland vê e julga pelos olhos e palavras de seu alter ego, com comentários corajosos sobre música, artes plásticas, literatura, poesia e costumes.

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    Carla Silva04/01/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    É o Sofrimento a Marca do Gênio?

    Nesse primeiro volume de Jean-Christophe, romance sobre um músico de gênio, acompanhamos sua vida desde o nascimento até a adolescência. Neste tempo, vemos toda a miséria - física, material, emocional, intelectual - a cercar Jean-Christophe, e todas as dores dessa alma apaixonada pela música desde a infância. As humilhações, as injustiças, desilusões, perdas... todo o sofrimento enfim. E aí me parece estar o problema: Rolland parece advogar que o sofrimento de seu herói é que o enobrece; que sua grandeza se deve a ao acúmulo de dores enfrentadas por ele desde criança. Há as menções à sua música, mas são poucas - pelo menos neste volume - comparadas à ênfase ao sofrimento. Além disso, a escrita de Rolland por vezes - especialmente à medida que o enredo caminha - vai ficando um tanto fácil, leve e até descuidada; enquanto continuei admirando e mesmo me afeiçoando ao protagonista, não pude deixar de pensar que, nas mãos de outro escritor, um Dostoievski quem sabe, Christophe não seria melhor aproveitado e valorizado; sua simpatia visível por vezes se apequena nas repetições e grandiloquências de seu criador, o que prejudica o desenvolver da narrativa - frouxa, com um herói que, mais cativante nos começos, ameaça ir se tornando como todos os outros "gênios" de livrinhos menores.

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 36
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Romain Rolland profile picture

    Romain Rolland

    Novelista, biógrafo e músico francês, ganhador do Nobel de Literatura de 1915. Romain doutorou-se em arte em 1895, foi professor de História da Arte na École Normale de Paris e professor de História da Música na Sorbonne. Para além da sua actividade docente, foi um reconhecido crítico de música. Estreou-se na escrita em 1897 com a peça Saint-Louis, que, juntamente com Aërt (1898) e Le Triomphe de la Raison (1899), fez parte da trilogia Les Tragedies de la Foi (1909). Em 1910 retirou-se do ensino para se dedicar inteiramente à escrita. Na sua obra concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista. Escreveu peças de teatro, biografias (Vie de Beethoven, 1903; Mahatma Gandhi, 1924), um manifesto pacifista (Au-dessus de la mêlée, 1915) e dois ciclos romanescos: Jean-Christophe (10 vols., 1904-1912), "roman-fleuve" (segundo as palavras do autor) consagrado a um músico genial, e L'Âme enchantée (7 vols., 1922-1934). Em 1923, fundou a revista Europe. Romain Rolland fez importante observação sobre o livro "O Futuro de uma Ilusão", de Sigmund Freud. Esta observação foi a premissa usada por Freud para escrever o livro seguinte "O Mal-estar na Civilização". Quando o filósofo político italiano Antonio Gramsci escreveu, na prisão, que o "pessimismo da inteligência" não deveria abalar o "otimismo da vontade", estava citando Romain Rolland.

    22 Livros
    8 Seguidores

    Romain Rolland