Considerado um dos mais importantes trabalhos de sociologia brasileira do século XX, Capitalismo e Escravidão no Brasil meridional apresenta uma análise dos processos de constituição e desagregação da sociedade escravocrata rio-grandense, vistos a partir da situação social que o negro nela assumia. Neste livro, que foi sua tese de doutorado, Fernando Henrique Cardoso faz uma abordagem dialética da formação da sociedade escravista gaúcha e da sua transformação, apoiado num extenso conjunto de dados empíricos encontrados em censos, jornais da época, relatórios oficiais e relatos de viajantes. Ao demonstrar que os padrões estruturais que constituíam esse tipo de sociedade bem como sua dinâmica, são resultantes de um conjunto de ações e remações humanas desenvolvidas em condições histórico-sociais concretas, o autor reconstrói a totalidade social concreta que resultou da interação entre senhores e escravos na sociedade gaúcha. Publicado originalmente em 1962, este livro é fruto do programa de investigação sobre a sociedade escravocrata e o negro nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, coordenado, entre 1955 e 1960, por Florestan Fernandes, pioneiro da "escola paulista de sociologia". Nesses cinco anos, Fernando Henrique Cardoso aplicou-se em levantar dados e estudar a situação social dos negros no Brasil meridional com o objetivo de ampliar o conhecimento sociológico sobre o preconceito racial no país.
Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional - O negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul
Fernando Henrique Cardoso
Civilização Brasileira
2003
375 páginas
12h 30m
ISBN-10: 8520006353
Português Brasileiro
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