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    Fábula de Polifemo e Galatéia e outros poemas - e outros poemas

    Góngora

    Hedra
    2008
    258 páginas
    8h 36m
    ISBN-13: 9788577150885
    Português Brasileiro
    4.6
    7 avaliações
    Leram17Lendo0Querem27Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados27Avaliaram7

    Esta edição bilíngue da poesia de Góngora, um dos mais importantes autores do gênero do século XVII, reúne suas composições mais relevantes, como "Fábula de Polifemo e Galatéia", "Sonetos", excertos de "Panegírico ao Duque de Lerma", além de fragmentos de "Soledades". Organizado e traduzido pelo poeta e crítico literário Péricles Eugênio da Silva Ramos, o livro permite ao leitor um mergulho profundo no universo poético de Góngora, cujo estilo rebuscado e erudito acabou influenciando poetas de várias gerações da Espanha, da América espanhola, de Portugal e também do Brasil. Além do conteúdo da obra propriamente dito, o organizador oferece aos leitores, na introdução, uma aula completa sobre o "gongorismo", seu estilo e refinadas técnicas de composição, acompanhada de comentários e notas.

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    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior26/06/2022Resenhou um livro
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    A verdadeira poesia para poucos

    A não ser que seja um amante de poesia ou que essa obra seja exigida em algum exame a ser prestado, os poemas de Góngora não são para você, principalmente se você só conhece essas obras campeãs de venda, cujos poemas tem três, quatro ou cinco versinhos que, na verdade, mal passam de conselhos de autoajuda ou de pensamentos óbvios transcritos em uma página quase em branco ou com alguns desenhos para ilustrar o que já é óbvio... Talvez os maiores problemas sejam a linguagem extremamente difícil, as inversões sintáticas que chegam ao absurdo e a floresta de figuras de linguagem que dificultam a cada passo a leitura. Afinal, não é sem motivo que se deu o nome de poesia gongórica a um determinado tipo de poesia (por extensão) e também a Gongorismo, uma vertente mais intrincada, mais complexa, mais hermética do Barroco, como se aprende no Ensino Médio. Nesta edição da Hedra, há notas de rodapé na maioria dos poemas. Nessas notas, há a versão do poema em ordem direta, o que facilita (torna possível, a bem da verdade) a leitura sem que o cérebro venha a sofrer combustão espontânea na tentativa de entender o que caramba o autor quis dizer... Um exemplo (página 61 na edição citada): A Pales o viçoso topo deve / O que a Ceres, e mais, a veiga chã; / Pois se numa grãos chove de ouro leve, / Flocos neva no outro mil de lã. / De quantos segam ouro, tosam neve, / Em pipas guardam a espremida grã, / Porque amada, ou porque nela se creia, / Deusa, embora sem templo, é Galateia. E agora em ordem direta: O viçoso topo deve a Pales (=deusa dos pastores, dos pastos e rebanhos) o que deve a Ceres, e até mais, a campina chã; pois se na campina chove grãos de ouro (=trigo), no topo neva mil flocos de lã (isto é, há muitas ovelhas). Para quantos ceifam o ouro (=trigo), tosam neve (=lã)d ou guardam nas pipas o vinho cor de grã (=escarlate), ou porque a amem ou porque a venerem como divindade marinha, Galateia é deusa, embora não tenha templo. Poesia de alta qualidade? Sim. Para todos? Não. Para você? Bem, nesse caso, é melhor pesquisar primeiro na internet e só depois decidir se vai gastar ou não seu rico dinheirinho...

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    Luis de Góngora y Argote profile picture

    Luis de Góngora y Argote

    Luis de Góngora y Argote (Córdoba, 11 de Julho de 1561 - Córdoba, 23 de Maio de 1627) foi um religioso, poeta e dramaturgo castelhano, um dos expoentes da literatura barroca do Siglo de Oro.

    6 Livros
    1 Seguidor

    Luis de Góngora y Argote