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    Admirável Mundo Novo (Dois Mundos #25) -

    Aldous Huxley

    Ed. Livros do Brasil
    1979
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-1: 0
    Português
    4.2
    57113 avaliações
    Leram97417Lendo7178Querem79910Relendo272Abandonos3470Resenhas5558
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    Neste livro, Huxley descreve, num misto de fantasia e sátira implacável, uma sociedade futura de tipo totalitário. A ideia simplista do progresso, alicerçado apenas na técnica; o sórdido materialismo mecanicista e certas ideologias filiadas numa filosofia de inspiração pragmática - eis o alvo da sátira de Huxley. Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia do falso progresso: anular-se na "fordização" ou, como o Selvagem, optar pelo suicídio.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira01/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de Admirável Mundo Novo

    “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. Tal frase foi proferida pelo famoso inglês, Willian Shakespeare e fala sobre um grande medo do homem, o sofrimento. Nesse contexto, é de se esperar uma fuga, mesmo que na maioria das vezes fracassada, desses momentos tão angustiantes, talvez, se o humano conseguisse uma maneira de escape perfeita dessa lástima, nós seriamos felizes, certo? Encontramos a resposta para isso no livro de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo. Explicando, a obra é sobre uma futura sociedade “fordiana” a qual, por meio de uma extensa evolução no controle da biologia, moldou todas as gerações à um sistema de produção. Agora, as pessoas não nascem mais de mães (palavra obscena no livro), mas de fábricas, pré-estabelecidas, com características as quais os dividem em castas enquanto, concomitantemente, os igualiza para adequarem-se em cada trabalho. Aliado a isso, aos condicionamentos mentais e físicos, é apresentado o ideal da droga chamada “soma”, um entorpecimento o qual não deixa ressacas ou arrependimentos, apenas contentamentos tolos. Aqui, em uma narrativa de terceira pessoa, acompanhamos Bernard Marx, um indivíduo o qual vê-se fora dos encaixes perfeitos de tal civilização distorcida. Apesar de ser o protagonista, Marx não é, de certa forma, o foco da história, mas sim o elemento ignitor para reflexão e contextualização do mundo o qual o escritor criara. Por conta disso, diversas vezes o personagem é simplesmente posto como secundário em meio ao aparecimento de novos sujeitos. Como consequência, temos uma espécie de afastamento empático do principal, porém, a imersão na realidade descrita torna-se forte e instigante. Tais atributos de profundidade são melhorados pela qualidade dos diálogos, sejam eles debates ou discursos. Pois, através deles, há a verdadeira introspecção do livro. Aqui, as conversas, principalmente entre oprimido e opressor, tomam o tom de uma espécie de “ensaio”, de maneira que, em certos capítulos, quase nos esquecemos do fato de estarmos lendo uma história e não um tratado sobre a futilidade da sociedade moderna. Ou seja, apesar de, como história, a obra funcionar muito bem, sua principal qualidade está no ato de propor uma discussão de forma indireta com o leitor. No livro, 1984, a principal forma de alienação era o ódio, em Revolução dos Bichos, a idolatria, na obra, Admirável Mundo Novo, o prazer. Em todas elas, no entanto, há algo em comum, um subterfugio da busca pela verdade, de um sentido, da percepção como indivíduo. Se vale a pena uma eterna fuga da realidade dolorosa enquanto nessa vida? Não. O problema é que muitas vezes a alienação não começa nessa dúvida, mas na certeza de bolhas ideológicas. Uma obra incrível, com narrativa, história e desenvolvimento envolventes, vale a pena a leitura. Siga-me no Instagram: @aprendilendo_ Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

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