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    Concerto para Guitarra ao Mar -

    Cassio Grinberg

    Sulina
    2008
    159 páginas
    5h 18m
    ISBN-13: 9788520504925
    Português Brasileiro
    3
    1 avaliação
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    Contando a história de um jornalista que investiga a morte de um menino de quatro anos num conceituado hospital britânico - ao mesmo tempo em que recebe uma pasta de conteúdo misteriosíssimo - o narrador move-se pelas ruas de Londres, cidade que é descrita em suas minúcias. Guiado por um grande poder de síntese e acuidade sensorial, o 'plot' se arma aos poucos e em sentido crescente. Melhor: valendo-se, por diversão pura, dos clichês do gênero, Grinberg alcança o nível dos melhores thrillers policiais e de suspense.

    Resenhas (1)Ver mais
    Mariana B. picture
    Mariana B.31/01/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Concerto para Guitarra ao Mar de Cassio Grinberg

    Comparações são inevitáveis quando alguém lê dois livros do mesmo autor, seja buscando paralelos ou processo narrativo parecido. Eu não consegui não comparar esse romance com A Escultura e o Sofá. Os dois são parecidos, principalmente por serem romances policiais e pela narrativa não-linear do autor, além de uma caracteristica que eu notei agora: tudo está interligado. Todas as pessoas se conhecem, de uma maneira ou de outra, o que torna tudo mais interessante. Nesse romance, seguimos o jornalista Adam Gittelmayer que escreve num jornal britânico sensacionalista sobre saúde e o caso da morte misteriosa de uma menino de quatro anos em um hospital é o ponto de partida para o desenrolar dos fatos, das desconfianças de Adam e de sua saga atrás da verdade. No caminhar do livro, vão aparecendo as ligações entre as pessoas (como a esposa do dono do hospital ser amante do pai do menino morto) e as provas de quem teria matado a criança, já que ficou provado que não foi um acidente. Porém, o caso é esquecido pela imprensa britânica e por nós, leitores, pois a relação entre os personagens se torna tão interessante, e se não mais importante, do que o assassino da criança; que, aliás, é deixado com um destino bastante aberto no final. Eu gosto disso, da maneira como o Cassio consegue interligar todas as pessoas sem que a coisa pareça uma novela mexicana sem qualidade e da maneira como ele consegue nos colocar nos ambientes. Eu conseguia enxergar Londres enquanto lia, mesmo que eu nunca tenha pisado fora do meu estado (!). Meu problema com esse livro e a coisa que quase me fez desistir dele pela segunda vez, foi a narrativa. Em alguns momentos, a coisa ficava confusa porque, apesar de ser narrado em terceira pessoa, o livro tinha passagens em primeira pessoa sem que um itálico fosse colocado. O único momento em que se usava o itálico para a primeira pessoa era quando o Adam escrevia em seu diário. Fora isso, confusão pura e uma espécie de irritação por estar confusa. No mais, uma leitura boa caminhando para o muito bom. cometadeideias.blogspor.com

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