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    • Similares12

    Retratos Londrinos -

    Charles Dickens

    Record
    2003
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 8501062189
    Português Brasileiro
    3.9
    81 avaliações
    Leram142Lendo11Querem775Relendo0Abandonos4Resenhas7
    Favoritos13Desejados775Avaliaram81

    Trata-se do primeiro livro do escritor, publicado em 1836, uma deliciosa coletânea de crônicas e ensaios produzidos por ele quando era repórter de jornais como o Evening Chronicle e o Morning Chronicle

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    Resenhas (7)Ver mais
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    Mara Vanessa Torres25/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fantástico!

    Charles Dickens (1812-1870) tem uma característica que parece peculiar ao estilo inglês: observação. Seus trabalhos começaram a ser publicados em meados de 1830, quando a Inglaterra vivia a Era Vitoriana. 179 anos depois, Dickens continua tão atual quanto qualquer bom autor de livros-reportagens. Retratos Londrinos (Record, 302 pág., tradução de Marcello Rollemberg) traz à tona toda a potencialidade do contista que, esmiuçando a realidade de Londres do século XIX, imortaliza fatos e caricaturas da época sem deixar o tom sarcástico e irônico que o consagrou. Impossível não se envolver com personagens que parecem sair do papel e ganhar vida, misturando ficção e realidade. Imagine a Dona Clotildes, sua vizinha chata e corpulenta que, ao sinal de qualquer barulho, sai na porta de casa para protestar? Ou aquelas beatas de igreja, sempre prontas a “ajudar” o novo cura. Lembre também dos ex-abonados, os quais, sem ter a quem recorrer, procuram agiotas. Sem esquecer do Seu Leopoldo, o funcionário público que enterrou 3 gerações e continua atrás de ninfetas. E não termina aí: festas “beneficentes”, profissionais da lei que se acham acima do bem e do mal, bajuladores, transporte público... Charles Dickens não poderia ser mais atual. A sensibilidade em falar dos pacientes de hospitais; dos famintos e marginalizados, sempre englobando toda sorte de temas sociais, confirma a evidente capacidade do autor em ser muito mais do que números, detalhes, relatos secos ou românticos. Dickens era jornalista de corpo e alma, pois soube mesclar como ninguém informação com humanidade. É isso que faz de Retratos Londrinos um livro tão especial; um verdadeiro achado.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 81
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas4%
    Charles John Huffam Dickens profile picture

    Charles John Huffam Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos freqüentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Gênova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

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    Hampshire, Inglaterra

    Charles John Huffam Dickens