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    Espaço Eletrônico (Coleção Urânia #22) - The Unteleported Man

    Philip K. Dick

    Bruguera
    1971
    160 páginas
    5h 20m
    Português Brasileiro
    3.3
    62 avaliações
    Leram95Lendo2Querem66Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos1Desejados66Avaliaram62

    Terra, ano 2014. Sete bilhões de pessoas procuram uma solução para os problemas que a explosão demográfica gerou. A solução é trasladar parte dos habitantes do planeta para os campos verdejantes de Whale's Mouth, o nono planeta do sistema Fomalhaut, imagem que uma campanha promocional faz chegar aos televisores. Mas a neocolônia distava 24 anos-luz da Terra. O sistema Telpor, no entanto, resolveria o problema fazendo a viagem em 15 minutos. Milhões de pessoas já haviam percorrido este caminho eletrônico, mas ninguém retornara para contar a verdade.

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    Anne  picture
    Anne 19/10/2017Resenhou um livro
    0

    " Ao partir, certifique-se de que será capaz de voltar." Esse é um livro bem curto, li a versão de 1966, praticamente um conto. É um livro de fácil entendimento. Para quem não conhece o autor, seus livros são geralmente bem confusos, muitas ações e fatos surreais, um após o outro. Não é isso que acontece aqui. A história gira em torno do mistério sobre um planeta recém descoberto: Whale's Mouth. É feita muita propaganda para imigração à esse planeta, ele é mostrado como um paraíso: campos verdejantes, emprego para todos, um lugar onde nada falta e todos vivem muito felizes. De fato, todos tem vontade de ir, aqui na Terra a situação está terrível. Há uma superpopulação, em qualquer estabelecimento filas enormes, nas casas as diversas famílias dividem o mesmo cômodo, pessoas disputam sua vaga de emprego com pombos (!). Enfim, uma situação insustentável que leva muitas pessoas a preferirem a imigração, sem nem mesmo pensar na situação um tanto suspeita: É uma viagem apenas de ida. Estranho, não?! Mesmo assim as pessoas não suspeitam de nada. O nosso personagem principal é Rachemael, um homem que após a empresa de sua família falir, passa a ser perseguido por um balão de cobrança. Bem, esse é o início do livro. Ele tem suas suspeitas sobre Whale's Mouth, apesar do governo insistir que todos os 40 milhões de moradores estão felizes e realizados, Rachemael acredita que deve ter pelo menos um pequeno grupo deles que não está tão contente assim. Por isso decide usar sua própria nave, a última relíquia da antiga empresa de seu pai, para ir até esse planeta, numa viagem de 36 anos no total. Muito tempo não é? Acontece que apenas com essa nave ele irá conseguir voltar, já que o instrumento normalmente utilizado e que faz a viagem em 15 minutos, o Telpor, segundo os cientistas não é capaz de trazer a pessoa de volta. Durante toda a leitura ficamos muito curiosos para descobrir a verdade sobre esse planeta. Ao avançar da história novas pistas surgem e criamos diversas teorias. Me senti estranha em relação às datas. O livro se passa no futuro. Mas esse futuro já é passado para nós - 2014. Também sobre as conjecturas a respeito da queda do muro de Berlim, que no livro aconteceu em 1982. Isso é uma parte importante da história, já que no livro, a Alemanha é a nova potência mundial. Outra coisa a se comentar é o título. Acho que foi feito um esforço especial para se colocar um título tão banal. Recomendo o livro, tem uma história muito boa, com um suspense crescente, é curto, não tem enrolação nenhuma e não é complicado de se entender.

    3 curtidas

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    3.3 / 62
    • 5 estrelas6%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas48%
    • 2 estrelas18%
    • 1 estrelas2%
    Philip Kindred Dick profile picture

    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick