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    Passageiros para Vênus - Coleção Ficção Científica nº6

    Philip K. Dick

    Bruguera
    1956
    196 páginas
    6h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    5 avaliações
    Leram2Lendo0Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados9Avaliaram5

    "The World Jones Made", 1956. Tudo começou em 1995. Estranhos objetos amorfos caíam do espaço, semeando o panico na Terra. E o agente de segurança Cussick tentava proteger o Governo Federal Internacional dos mil perigos que o ameaçavam. Mas Cussick nada poderia contra Jones. Pois Jones, com um ano de antecedência, adivinhava tudo que podia acontecer. Ou melhor: quase tudo. Jones tornou-se ditador do mundo. Mas também o seu destino estava selado. Porque havia uma resposta que ele ignorava.E porque todas as ditaduras tem um fim.

    Resenhas (1)Ver mais
    Caio Chaves picture
    Caio Chaves09/06/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    É um livro que demora pra emplacar, é bem confuso nas primeiras 50 páginas onde os personagens principais são apresentados de maneira bem solta. A história começa a engrenar apartir o segundo encontro dos protagonistas Jones e Cussick, onde finalmente entedemos a proposta do livro. Como um dos primeiros livros do PKD eu esperava uma história mais datada e me surpreendi positivamente com a leitura, não foi realmente fácil prestar atenção no início, foi bem chata, mais depois que engrena não consegui mais parar. Fiquei bem intrigado com a forma dele desenvolver e sempre criar surpresas a todo instante, refleti bastante sobre a existência humana. É um livro bem mais político do que realmente de ficção científica, a crítica a existência da religiosidade como objeto de dominação, a incapacidade humana, nacionalisto. Jones realmente surpreende nas últimas 30 páginas demonstrando toda a fraqueza humana, o que achei fundamental e o final dele foi espetacular. Além da conclusão da história realmente ser genial, um grande tapa nos leitores, pelo menos eu levei um. O título nacional bem mais haver com a história do que o original. PKD ganhou um fã. Ansioso para ler outras obras dele, me convenceu e me fez refletir. Só espero uma narrativa mais convidativa e tenho certeza de que vou encontrar.

    1 curtida

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    Avaliações

    3.5 / 5
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas60%
    • 2 estrelas0%
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    Philip Kindred Dick profile picture

    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick