Opium é a subversão
Não sei se eu tinha maturidade para ler essa obra na época que foi lançada, no início dos anos 1990. Quando começamos a ler, nada parece fazer sentido. Situações caricatas, diálogos infantis, personagens aparentemente rasos. Mas conforme seguimos a leitura, começamos a perceber que tudo não passa de uma grande crítica à sociedade e a forma como a mídia, o consumismo e a dependência da tecnologia manipula as pessoas. Opium é o “vilão” mas ele sempre vence. Isso porque o “herói”, na verdade, representa a voz da mídia e da manipulação. Opium então seria a válvula de escape, a subversão do ordinário. Cada história é independente uma da outra e cada uma trás sua própria crítica metafórica. A arte é um show à parte. Linha clara estilosa e agradável aos olhos. Um estilo atemporal que influenciou muitos autores. Vale um lugar na estante? Se esse não é o seu estilo de história, pela arte vale seu espaço na estante.

