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    A Condessa Sanguinária -

    Valentine Penrose

    Paz e Terra
    1992
    205 páginas
    6h 50m
    ISBN-10: 8521905971
    Português Brasileiro
    3.6
    29 avaliações
    Leram46Lendo1Querem93Relendo0Abandonos1Resenhas4
    Favoritos3Desejados93Avaliaram29

    A França teve Gilles de Rais, a Hungria, Erzsébet Báthory. Com grande talento literário Valentine Penrose faz reviver esta história de sangue, morte e de delírio. Seu livro não se limita a nos fazer penetrar nas sinistras salas de tortura onde pereceram mais de seiscentas jovens. Ela não só nos mostra as infelizes nuas e torturadas. E não assistimos apenas a essas alucinantes cenas de demência durante as quais Erzsébet Báthory, auxiliada por feiticeiras torturadoras, urra de volúpia enquanto o sangue ainda quente de suas jovens e belas vitimas escorre em seus ombros. Valentine Penrose debruçou-se sobre o abismo que é a alma de sua terrível heroína, sobre essa alma obscura, trágica.

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    Erika Silva picture
    Erika Silva30/05/2010Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A história da condessa Erzsébet Báthory é famosa no mundo todo, pelos contornos trágicos que a cercam. Dizem que tal mulher mandou torturar e matar centenas de moças, por pura crueldade e, diz a lenda, também para se banhar de seu sangue e se manter bela e jovem. O livro em questão se propõe a relatar esses acontecimentos. Infelizmente, contudo, uma trama que poderia gerar uma obra muito interessante é desperdiçada com um texto ruim. A autora, no início, se perde em lirismos e conjecturas subjetivas sobre a biografada - elementos totalmente dispensáveis em um livro histórico. Ademais, ela inseriu, desnecessariamente, longas narrativas sobre lendas e costumes da Hungria, além de passagens sobre outra personagem histórica - Gilles de Rais. Esses elementos não só quebram o ritmo, como tornam a narrativa confusa. Penso que, por não se tratar de um romance, a objetividade seria fundamental, até para o leitor melhor se situar no tempo e no espaço em que os fatos ocorreram. Mas, a autora pareceu não se preocupar em dar ao seu livro uma narração coordenada, sincronizada e objetiva. Em vários momentos, o leitor se perde diante de tantas conjecturas e inserções. Além disso, a própria linguagem é bastante truncada em alguns trechos. Lógico que é impossível não se chocar com a descrição dos métodos empregados por Erzsébet para torturar e matar suas vítimas. Ela tinha tanta necessidade disso, que chegava a levar alguma jovem em suas viagens, dentro da carruagem, para torturá-la. Infelizmente, por ser de uma família nobre e importante, e também por suas vítimas serem, em geral, moças de famílias pobres, as autoridades fizeram "vistas grossas" para seus crimes por muito tempo. Entretanto, a mudança dos costumes e o fato de a condessa ter feito por vítimas algumas nobres geraram o fim de tal omissão. Enfim, para quem tem curiosidade de descobrir mais sobre a trajetória da figura histórica em questão, o livro é válido. Mas, ficam as ressalvas aqui feitas.

    2 curtidas

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    3.6 / 29
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas34%
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