O livro narra a história de dois amigos que encontram um roteiro rejeitado por uma produtora, e o resto da história é a apresentação dele.
O roteiro inicia com uma guerra entre macacos, que são usados no sentido figurativo para nos remeter à ideia de bestialidade na qual o homem foi subemetido pelo uso irresponsável da ciência e de outros intrumentos de poder. O ápice da crítica de Huxley ao uso irresponsável da ciência se dá na cena em que Albert Einsten aparece como um animal de estimação enjaulado pelos macacos.
Após o fim da guerra, a história foca em Dr. Poole, que adentra na cultura dos homens que restaram após a Terceira Guerra Mundial, deformados e alterados pela radiação do solo e dispersão das armas químicas. Assim, procurando justificar as atrocidades cometidas pela humanidade, é que essa nova raça passa a responsabilizar e cultuar o Diabo pelo que aconteceu. Mais críticas são tecidas, sobretudo a religião e a misoginia instaurada no cerne da maioria delas. Assim como Padonra nos mitos gregos, e Eva no Cristianismo, a mulher do culto ao Belial aqui, é responsável por dar à luz a bebês deformados, pois se deixa possuir pelos desejos do Diabo. E todas as explicações sobre a genética alterada pela radiação são abandonadas em prol da culpabilização das mulheres.
Huxley apresenta uma história que parece extremamente pessimista em relação ao futuro e que ao mesmo tempo não se situa tão distante da realidade do mundo atual.