Uma busca incessante pela paixão que foi perdida. Assim como sua própria música, a quem tanto ama, Orpheus busca reaver o amor da única mulher que desejou em vida (e ironicamente, em morte).
É engraçado como Neil Gaiman da um tapa na cara do leitor, uma lição de moral silenciosa, e enfatiza um fato muito importante que poucos, realmente, se deixam enxergar: a nossa vida é só nossa, e como a usaremos depende das nossas escolhas; escolhas possuem consequências, e essas também são nossas responsabilidades.
E de nada adianta jogar a culpa por nossas falhas em outras pessoas.
Uma narrativa simples, de facilmente entendimento, com uma composição de quadros que doa ao quadrinho uma fluidez na leitura. O que o torna ainda melhor! No entanto, não gosto da arte, dos seus traços sujos e quase indefinidos que dificultam a visualização dos planos nos quadros.