Biblioteca de Alexandria - As histórias da maior biblioteca da Antiguidade

    Derek Adie Flower

    Nova Alexandria
    2010
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788574922010
    Português Brasileiro

    A biblioteca de Alexandria foi o mais importante epicentro do saber que o mundo antigo conheceu. Neste livro, o autor compõe um amplo painel histórico sobre Alexandria, narrando episódios como a fundação da cidade, a construção do Farol, a desastrosa manobra tática de Júlio César – que incendiaria grande parte da Biblioteca –, as perseguições religiosas do século 3 d.C. e a ocupação árabe em 642 D.C., que deu fim ao que restou deste grande centro de sabedoria.

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    Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa picture
    Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa15/03/2010Resenhou um livro
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    Civilização helenística para dummies

    Em Biblioteca de Alexandria, o escritor britânico Derek Adie Flower faz um breve resumo da fascinante história da cidade em que foi criado, capital intelectual do mundo antigo por sete séculos da fundação da famosa biblioteca em 295 a.C., até o saque e destruição do que restava da mesma por fanáticos cristãos instigados pelo bispo Teófilo, em 391 d.C. Aceitável como introdução para leigos, o livro deixa a desejar para quem busca profundidade e precisão. Sua maior virtude é abrir o apetite para abordagens mais eruditas e originais dessa brilhante civilização. Ali trabalharam Eratóstenes, Arquimedes, Hierão, Hiparco, Ptolomeu e Galeno e nasceram a astronomia, a matemática, a física, a filologia, a gramática, a astrologia, a alquimia e o gnosticismo. Atenas e Jerusalém foram apresentadas uma à outra e as civilizações da Europa, Ásia e África puderam, pela primeira vez, trocar conhecimentos e sabedorias. Há quem desdenhe sua cultura como decadente e amaneirada. Talvez. por isso, muitos historiadores lhe deram menos atenção que deviam. Mas essa matriz sincrética concebeu o iluminismo e o otimismo com os quais o Ocidente relativizou tanto o senso trágico da Grécia Clássica, para consternação de Nietzsche, quanto os dogmas bíblicos, para fúria dos fundamentalistas.

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