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    Orestéia -

    Ésquilo

    Iluminuras
    2004
    544 páginas
    18h 8m
    ISBN-13: 9788573212198
    Português Brasileiro
    4.3
    17 avaliações
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    A trilogia 'Orestéia' de Ésquilo é um dos mais belos e ricos documentos literários da permanência e transformação do pensamento mítico arcaico dentro do horizonte político e do contexto cultural de Atenas no século V a.C. Nesses versos elabora-se o pensamento político relativo ás relações de poder e á questão da Justiça na pólis, mediante o uso sistemático de imagens e noções míticas legadas pela tradição. Em Agamêmnon, o coro de anciãos argivos, perplexos e angustiados ante a contradições do presente, rememora a partida do grande exército coligado contra Tróia e interpreta os sinais divinos que acompanharam a partida. A terrível clareza das reflexões sobre justiça e poder permitiria aos anciãos prever o curso dos acontecimentos , se a dor não o impedisse. Que tem em comum a vida e a morte, os vivos e os mortos, que os une de modo inextricável? A unidade que os une é similar à inesperada e espantosa e espantosa unidade que se observa entre ser e não-ser, unidade que no sofista de Platão se impõe como condição necessária à captura conceitual do sofista. Similar não é idêntico. Idêntico é o mesmo, em qualquer sentido; similar é, ao mesmo tempo, idêntico e diferente, o mesmo e outro. Mas o que há de idêntico, nessa similaridade entre o que se vê nesta tragédia de Ésquilo e o que se lê nesse diálogo filosófico de Platão? A tragédia Eumênides de Ésquilo, a última de sua trilogia Orestéia, representada pela primeira vez em Atenas, em 458 a. C., põe e resolve em cena essas questões impostas pela noção mítica graga arcaica de Deuses do Olímpios.

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    Avaliações

    4.3 / 17
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    Αισχύλος Aeschylus  profile picture

    Αισχύλος Aeschylus

    Ésquilo é o verdadeiro criador da tragédia, à qual deu dimensões literárias e sociais. Com excepção de Os Persas, que é a única tragédia grega baseada num tema contemporâneo, todas as obras de Ésquilo tratam temas alusivos aos heróis e aos deuses. Conservam-se sete: a trilogia da Oresteia (Agamémnon, Coéforas, Euménides), Os Persas, As Suplicantes, Os Sete contra Tebas e Prometeu Agrilhoado. Esta última desenrola-se num universo brutal e desgarrado por oposições irreconciliáveis: Prometeu, que rouba o fogo (o conhecimento) aos deuses para o dar à humanidade, é impotente perante o poder tirânico e desmesurado de Zeus, que o condena a um tormento sanguinário e permanente. Esta oposição decide-se noutras duas tragédias perdidas, que formam a trilogia dedicada a Prometeu.

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    Elêusis - 524 a.C., Hélade

    Αισχύλος Aeschylus