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    Deus, um delírio -

    Richard Dawkins

    Companhia das Letras
    2007
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9788535910704
    Português Brasileiro
    4.3
    4848 avaliações
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    Num tempo de guerras e ataques terroristas com motivações religiosas, o movimento pró-ateísmo ganha força no mundo todo. E seu líder intelectual é o respeitado biólogo Richard Dawkins, eleito um dos três intelectuais mais importantes do mundo (junto com Umberto Eco e Noam Chomsky) pela revista inglesa Prospect. Autor de vários clássicos nas áreas de ciência e filosofia, ele sempre atestou a irracionalidade de acreditar em Deus e os terríveis danos que a crença já causou à sociedade. Agora, neste Deus, um delírio, ele concentra exclusivamente no assunto seu intelecto afiado e mostra como a religião alimenta a guerra, fomenta o fanatismo e doutrina as crianças. O objetivo principal deste texto mordaz é provocar: provocar os religiosos convictos, mas principalmente provocar os que são religiosos "por inércia", levando-os a pensar racionalmente e trocar sua "crença" pelo "orgulho ateu" e pela ciência. Dawkins despreza a idéia de que a religião mereça respeito especial, mesmo se moderada, e compara a educação religiosa de crianças ao abuso infantil. Para ele, falar de "criança católica" ou "criança muçulmana" é como falar de "criança neoliberal" - não faz sentido. O biólogo usa seu conceito de memes (idéias que agem como os genes) e o darwinismo para propor explicações à tendência da humanidade de acreditar num ser superior. E desmonta um a um, com base na teoria das probabilidades, os argumentos que defendem a existência de Deus (ou Alá, ou qualquer tipo de ente sobrenatural), dedicando especial atenção ao "design inteligente", tentativa criacionista de harmonizar ciência e religião. Mas, se é agressivo para expressar sua indignação com o que considera um dos males mais preocupantes da atualidade, Dawkins refuta o negativismo. Ser ateu não é incompatível com bons princípios morais e com a apreciação da beleza do mundo. A própria palavra "Deus" ganha o seu aval na ressalva do "Deus einsteiniano", e o maravilhamento com o universo e com a vida, já manifestado em seus outros livros, encerra a argumentação numa nota de otimismo e esperança. "Se este livro funcionar do modo como espero, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem." - Richard Dawkins "Em Deus, um delírio, a debilidade intelectual da crença religiosa é desnudada sem piedade, assim como os crimes cometidos em nome dela." - The Times "Este livro é um apelo declarado para que não nos acovardemos mais." - The Guardian "Richard Dawkins é nosso ateu mais brilhante." - The Spetactor

    Edições (3)

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    Resenhas (267)Ver mais
    Felipe Damasio picture
    Felipe Damasio18/08/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro se resume em uma palavra: perfeito

    Excelente. Não pode haver palavra melhor para definir este livro de Dawkins. O queniano desenvolve uma defesa radical da Ciência contra a escuridão da religião. A linguagem é ácida, direta, irônica e não dá fôlego ao leitor que se sente envolvido pelos argumentos do escritor. São dez capítulos, cada um deles tem sua temática extensamente desenvolvida. No primeiro ele ataca o respeito exagerado que os argumentos religiosos têm. No segundo o ataque continua contra os agnósticos e o ato de rezar, ao descrever um experimento onde não foi detectada nenhuma diferença entre na recuperação de pacientes que recebiam e não recebiam orações em seu nome. No terceiro ele derruba, um a um, os argumentos usados para “provar a existência de Deus”, onde o ponto mais irônico é quando compara as pessoas que dizem ter recebido uma revelação direta de Deus com os loucos em um hospício que dizem serem personalidades históricas. O melhor capítulo é o quarto, onde Dawkins faz o melhor falseamento da doutrina do design inteligente que eu já li, onde usa o argumento do 747 definitivo. No quinto ele sugere a origem da religião sob o ponto de vista darwiniano com sendo um subproduto da evolução. No sexto, mostra que não precisamos ser religiosos para sermos bons, e também mostra que nossa solidariedade tem uma explicação evolutiva que remonta aos tempos em que vivíamos apenas em grupos de indivíduos muito próximos. O sétimo capítulo é tão bom quanto o quarto, neste Dawkins mostra como o mito do Deus bom não vem do Antigo Testamento, no qual o Deus é vingativo, egoísta e mal. No oitavo ele defende sua posição hostil contra a religião. No nono ele diz que vê como um abuso doutrinar uma criança em uma religião apenas porque os seus pais a seguem, e ainda sugere que pior que os recentes casos de pedofilia da Igreja Católica é o abuso mental que ela vem fazendo com crianças e todas as pessoas nos últimos séculos. No último ele desenvolve que o papel que a religião reivindica de consolar as pessoas pode ser mais bem desempenhado pela Ciência. Sem dúvida é um dos livros mais esclarecedores que já li. Seus argumentos parecem tão bem construídos que nos envergonhamos de nunca termos pensado daquele modo. Recomendo fortemente a todos que queiram entender melhor o mundo social em que vivem. A única ressalva que posso fazer é que já concordava com as posições de Dawkins antes de ler “Deus – um delírio”. Não sei se a obra será tão bem aceita pelos que cultivam uma religião. Para estes eu até sugeriria que não lessem o livro para não terem dúvida sobre os pilares de sua crença.

    203 curtidas

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    Clinton Richard Dawkins profile picture

    Clinton Richard Dawkins

    É um eminente zoólogo, etólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, natural do Quênia, além de professor da Universidade de Oxford. Ele também defende e divulga correntes como o ateísmo, ceticismo e humanismo. Também é um entusiasta do movimento bright e, como comentador de ciência, religião e política, um dos maiores intelectuais conhecidos no mundo. Esses assuntos são retratados em "Deus, um delírio", livro de sua autoria que se tornou best-seller em vários partes do mundo. Através de diversos fatos científicos, Dawkins nos mostra sua ideia da inexistência de Deus. Em enquete realizada pela revista Prospect em 2005, sobre os maiores intelectuais da atualidade, Richard Dawkins ficou com a terceira posição, atrás somente de Umberto Eco e Noam Chomsky.

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    Clinton Richard Dawkins