Confieso Que He Vivido -

    Pablo Neruda

    DEBOLSILLO
    2009
    452 páginas
    15h 4m
    ISBN-13: 9788497599610
    Espanhol

    Premio Nobel de Literatura «Neruda es un ojo insaciable retrocediendo al caos original, una lengua que lame las piedras una a una para saber de su textura y sus sabores, un oído donde empiezan a entrar los pájaros, un olfato emborrachándose de arena, de salitre, del humo de las fábricas.» JULIO CORTÁZAR Estas memorias o recuerdos son intermitentes y a ratos olvidadizos porque así precisamente es la vida. La intermitencia del sueño nos permite sostener los días de trabajo. Muchos de mis recuerdos se han desdibujado al evocarlos, han devenido en polvo como un cristal irremediablemente herido. Las memorias del memorialista no son las memorias del poeta. Aquél vivió tal vez menos, pero fotografió mucho más y nos recrea con la pulcritud de los detalles. Éste nos entrega una galería de fantasmas sacudidos por el fuego y la sombra de su época. Tal vez no viví en mí mismo; tal vez viví la vida de los otros.De cuanto he dejado escrito en estas páginas se desprenderán siempre -como en las arboledas de otoño y como en el tiempo de las viñas- las hojas amarillas que van a morir y las uvas que revivirán en el vino sagrado.Mi vida es una vida hecha de todas las vidas: las vidas del poeta.

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    Clio07/06/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    É uma autobiografia, mas não isso não depõe contra a obra. Neruda é obviamente um tanto quanto suave, para não dizer apologético a muitas de suas decisões e ações na vida - especialmente quanto a sua atuação política - porém esse livro é mais um diário de apontamentos e reflexões, curiosidades do momento e menos uma análise biográfica. O poeta narra seus encontros com famosos líderes antissistema como Ghandi e Mao, sua viagem para a URSS, e seu aprisionamento por autoridades ditatoriais em conluio com os EUA. Mas, temos também Frederico García Lorca, Miguel Hernandez, Gabriela Mistral e outros artistas da época figurando em suas histórias. A prosa que beira a poética é deliciosa, fluída como tudo o que Neruda escreveu. Se puder, leia o original em espanhol, pois infelizmente esse ritmo é quase impossível de passar para outros idiomas... Mesmo um tão flexível quanto o português.

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