Sétimo é a sequência da história vampiresca Os Sete, de André Vianco. Mas diferente de sua predecessora, essa assumiu um tom mais adolescente, pendendo mais para a aventura do que para o terror.
Basicamente, todos os personagens retornam e são razoavelmente bem desenvolvidos: temos a reação do exército brasileiro contra a ameaça, as mudanças e adaptações de Tiago frente a sua nova condição, o contra-ataque de Lobo, além das ações do próprio Sétimo que é descrito como o mais temível vampiro.
Vianco, por sua vez, acerta a mão em dois pontos que são amplamente explorados em obras do gênero: a presença divina e a adaptação aos tempos modernos.
Ambas são desenvolvidas ao longo do texto. A primeira assume um caráter bem lusitano - seres amaldiçoados e esquecidos por Deus é um tema revisitado na cultura portuguesa; a segunda é justificada de forma simples e razoável - vampiros são prededadores supernaturalmente inteligentes, logo sua capacidade de aprender e imitar é igualmente superior.
A ação se desloca do Rio Grande do Sul para São Paulo, mas o autor segura a narrativa sem problemas. Também parece ter resolvido em parte seu problema com descrições, então não se preocupe, nada vai soar estranho aos seus ouvidos.
O estilo foi, portanto, levemente modificado - esse livro abarca uma faixa etária mais extensa que Os Sete, porém ainda é um interessante o suficiente para ser lido pela sua proposta e vai agradar como uma leitura mais pipoca.