Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições4
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas24
    • Leitores1331
    • Similares5
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Lúcia McCartney -

    Rubem Fonseca

    Companhia das Letras
    1992
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8571642273
    Português Brasileiro
    3.8
    509 avaliações
    Leram940Lendo37Querem341Relendo0Abandonos13Resenhas24
    Favoritos15Desejados341Avaliaram509

    Os contos reunidos em Lúcia McCartney têm o vigor das manchetes de jornais e a consagrada verve ficcional de Rubem Fonseca. Neles vibram as ameaças e seduções, as surpresas e a insensatez que cercam os personagens das grandes cidades. A mesma amarga ingenuidade da garota de programas que se apaixona por um cliente ressurge no caso do conselheiro E. A., que tenta salvar uma prostituta de sua cafetina francesa. A obstinação do boxeador que esgota suas forças num combate de vida ou morte provoca tanto impacto quando a acirrada disputa num bando de miseráveis que retalham com voracidade uma vaca atropelada. Lúcia McCartney é o retrato de um mundo irônico e angustiado onde tudo pode acontecer. Como num ringue, não há lugar para sentimentos de culpa nem moral redentora. O que conta, na vida como na arte, é o golpe preciso que ilumina a implacável verdade de uma vida.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (24)Ver mais
    Marlon Santana picture
    Marlon Santana22/12/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lúcia McCartney

    Publicado em 1969, foi o terceiro livro de Rubem Fonseca, os temas, a linguagem e a coragem para experimentar mostravam as ideias do autor. O livro traz uma coletânea de contos, com linguagem é simples e, de forma geral, fluida. Há alguns deles que possuem uma maior densidade. Como sempre digo em livros assim, há contos que se sobressaem, que agradam mais ao leitor e, nesse caso, não é diferente. Mas a variedade de assuntos pode ter gerado isso, quando passou para contos que foram para a ficção científica, não agradou tanto, mas a escrita e ironia são muito boas. E até mesmo nesse, é possível analisar e perceber a qualidade da escrita e forma de conduzir a narrativa. Os dois primeiros contos foram bem divertidos e a escrita escrachada ajudou na progressão das histórias. Com destaque ao primeiro, que, em primeira pessoa, narra uma luta, achei bem inusitada, além de engraçada. Nessa coletânea há contos até extensos e que possuem um desenvolvimento maior, tanto da temática, quanto dos personagens, como ocorre nos contos Lúcia McCartney e O Caso de F.A. Em outros contos há várias críticas, seja no linguajar ou no modo de vida. Mas todos bem coesos e de fácil entendimento. Uma boa opção para intercalar com leituras mais densas, claro, se o gênero agradar.

    24 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 509
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas1%
    José Rubem Fonseca profile picture

    José Rubem Fonseca

    O escritor e roteirista cinematográfico brasileiro José Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ele passou a residir a partir dos oito anos. Antes de se devotar ao ofício literário, Rubem percorreu uma longa jornada na carreira policial, na qual ingressou ocupando o cargo de comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, ainda em terras cariocas, no dia 31 de dezembro de 1952. Ele permaneceu nesta profissão até o dia 06 de fevereiro de 1958, quando foi exonerado. Durante a maior parte de sua vivência policial ele trabalhou no gabinete, como relações públicas dessa instituição, estagiando por pouco tempo nas ruas. Um dos melhores estudantes da Escola de Polícia, ele se destacou profissionalmente por sua percepção apurada da psique humana, sua visão psicológica dos infortúnios do Homem. As experiências então vivenciadas pelo autor foram depois traduzidas por ele em sua obra. Neste momento, porém, ele ainda não revelava nenhuma inclinação literária. Em 1954, no mês de Julho, ele e mais nove policiais receberam a oportunidade de estudar nos EUA. Ele aproveitou este momento para também cursar Administração e Comunicação nas Universidades de Nova York e de Boston. De volta ao Brasil, atuou na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, ministrando aulas sobre seu campo de trabalho. Ao deixar a Polícia, o escritor ainda teve uma passagem pela Light, antes de se dedicar totalmente à literatura. O autor iniciou sua trajetória literária escrevendo contos, reunidos depois no livro Os Prisioneiros, lançado em 1963. A partir daí seu impulso criador não mais cessou. Ele publicou A Coleira do Cão, de 1965; Lúcia McCartney, de 1967; O Caso Morel, em 1973; Feliz Ano Novo – livro de 1975, censurado durante a Ditadura Militar; O Cobrador, de 1979; A Grande Arte – romance de 1983, adaptado para o cinema pelo próprio autor, dirigido por Walter Salles Jr.; Buffo & Spallanzani, de 1986; Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, em 1988; Agosto, de 1990 – convertido para as telas televisivas com grande sucesso; O Selvagem da Ópera, de 1994; O Buraco na Parede, de 1995; Diário de um Fescenino, em 2003; O Romance Morreu, de 2007, entre outros. Em seus livros despontam seres à margem da sociedade, assassinos, prostitutas, policiais, representados em um cenário povoado pela violência explícita e por uma alta voltagem sexual. Estes elementos são apresentados ao leitor através de uma linguagem austera, crua e sem circunlóquios. A ficção mesclada com fatos históricos também é uma característica da produção literária de Rubem Fonseca, como no retrato de Getúlio Vargas em Agosto, e a representação da trajetória existencial do compositor Carlos Gomes em O Selvagem da Ópera. Rubem Fonseca também escreveu críticas cinematográficas para a revista Veja, em 1967. Recebeu, ao longo de sua carreira literária, várias premiações importantes, entre elas o Prêmio Camões, o mais importante do idioma português. Ele foi igualmente consagrado por seus roteiros escritos para o cinema, recebendo o Coruja de Ouro por seu roteiro Relatório de um Homem Casado, de Flávio Tambelini; o Kikito de ouro, no Festival de Gramado, pelo longa-metragem Stelinha, dirigido por Miguel Faria; e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo roteiro de A Grande Arte, acima citado. Ele criou um personagem que se imortalizou nos meios literários – o advogado Mandrake, despido de valores morais, sempre cercado de mulheres, habituado a circular pelo ‘underground’ carioca. Este protagonista foi transportado para as telas da TV em uma série popular do canal HBO, vivido pelo ator Marcos Palmeira, em roteiro adaptado pelo filho de Rubem. Viúvo, pai de três filhos - Maria Beatriz, José Alberto e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, o escritor era uma pessoa retraída e pouco se expunha diante da mídia. Sempre respeitado e admirado por seus amigos como uma pessoa modesta, amável e bem-humorada, faleceu no dia 15 de Abril do ano de 2020, aos 94 anos, decorrente de um infarto, em plena pandemia de Covid-19.

    64 Livros
    706 Seguidores
    Juiz de Fora, Brasil

    José Rubem Fonseca