The battle of Verdun lasted ten months. It was a battle in which at least 700,000 men fell, along a front of fifteen miles. Its aim was less to defeat the enemy than bleed him to death and a battleground whose once fertile terrain is even now a haunted wilderness. Alistair Horne's classic work, continuously in print for over fifty years, is a profoundly moving, sympathetic study of the battle and the men who fought there. It shows that Verdun is a key to understanding the First World War to the minds of those who waged it, the traditions that bound them and the world that gave them the opportunity.
The Price of Glory: Verdun 1916 -
Alistair Horne
O Moedor de Carne
"até que o último alemão e o último francês saiam mancando de suas trincheiras em muletas para se exterminarem com canivetes ..."- Assim um soldado alemão previu o fim da carnificina. Verdun toma o imaginário dos homens há gerações. Em poucos quilômetros quadrados, a guerra industrializada jogou alemães e franceses num moedor de carne insaciável. Verdun criou vida, conquistou os homens, tornou-se mestre deles, alimentou-se de suas carnes e almas num rompante de violência descontrolada. Suas fortificações atraíam vítimas a centenas qual um canto de sereia exalando de pedras. A artilharia varria trincheiras e campos de ambos lados numa chuva de metal que a carapuça humana nada podia. Os gases queimavam pulmões e irrompiam na pele, o ar era venenoso. Os montes não eram conquistados, só eram pavimentados pelos cadáveres de defensores e atacantes que vez ou outra trocavam de papéis na corrida descomedida por uns metros a mais de território a ser tomado ou recapturado. Os alemães tão decididos a sangrar o exército francês até a última gota em sua tão aguardada Operação Gericht acabaram presos ao simbolismo de Verdun. Os franceses, imbuídos pelo grito Ils ne passeront pas" [Não passarão!], igualmente não escaparam de sua áurea. Verdun se tornou a batalha mais longa da guerra e uma das mais sangrentas da história, com o número de baixas passando de 1 milhão. Pontas de baionetas invisíveis empurravam cargas e mais cargas de soldados aos abatedouros enquanto seus líderes hipnotizados observavam de seus binóculos, acometidos da ilusão que o próximo ataque seria o decisivo. Em sua obra The Price of Glory: Verdun 1916 Alistair Horne realiza um trabalho magnífico analisando como as doutrinas seculares de alemães e franceses influenciaram as decisões tomadas durante a Batalha, e como o banho de sangue que se estendeu nas margens do Meuse definiu como seria travada, duas décadas depois, mais uma guerra entre franceses e alemães. Explorando cada momento da Batalha, da primeira ofensiva em fevereiro de 1916, até as lutas de assentamento em dezembro do mesmo ano, Horne combina os relatos e as experiências do soldado comum com os eventos magnânimos que tomaram forma durante o embate, seja a série de trapalhadas e acasos que resultou na queda do Forte Douaumont a gloriosa luta que se desenrolou na escuridão das câmaras subterrâneas do Forte Vaux. Com uma linguagem agradável e fixante, o autor consegue transportar o leitor aos descampados franceses para experienciar a adrenalina, o horror e o sofrimento do que é a guerra.
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