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    O Caixeiro - reminiscências

    Rodolfo Teófilo

    Museu do Ceará
    2006
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-10: 8588828464
    Português Brasileiro
    4.3
    3 avaliações
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    Paulo Silas  picture
    Paulo Silas 03/12/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma livro de reminiscências aparentemente sem valor...

    Ler os livros do trigésimo terceiro patrono da Academia Cearense de Letras - ou seja, Rodolfo Teófilo-, tem para mim um significado diferente. Isto acontece porque a última moradia do escritor é bem perto de onde moro. Cresci passando em frente à famosa “Casa de Rodolfo Teófilo”. Até hoje ela está lá, ou aqui... Lendo agora este pequeno fac-símile, cujo nome denuncia conter as lembranças antigas do escritor, fui pego de surpresa ao deparar-me com citações do próprio bairro de Pajuçara... Realmente Pajuçara é um bairro antigo! Bem mais antigo que Maracanaú, o atual município em que Pajuçara está contido. Vejam que a citação foi escrita em 1926, mas refere-se a lembranças do século XIX (1868). Eis uma das citações: “Sahimos de Pajuçara, deste bello lugar, que mal sabia eu seria o meu retiro na velhice, pouco depois de oito horas da noite.” Neste pequeno livro percebo o objetivo de Rodolfo Teófilo como sendo quase que essencialmente informacional... Parece que ele sente ou sentiu a necessidade de gravar para a posteridade tristes situações as quais vivei e que numa primeira análise seriam refutadas ao esquecimento...

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    Rodolfo Marcos Teófilo  profile picture

    Rodolfo Marcos Teófilo

    Pobre e órfão, foi educado pelo Barão de Aratanha que o matriculou no Ateneu Cearense, contudo, deixou os estudos para ser caixeiro-viajante. Formado farmacêutico, em 1875, pela Faculdade de Medicina da Bahia, estabeleceu-se no Ceará, desenvolvendo logo o pendor para o cientificismo característico na sua obra. Diplomado, dirigiu uma farmácia em Pacatuba, depois na capital. Foi mais tarde professor de ciências naturais na Escola Normal e membro de diversas sociedades culturais. Sua obra ficou marcada pelo exagero em que é mostrada a seca no nordeste e os tipos flagelados caracterizados com excesso. Empreendeu, sem apoio governamental, uma campanha de vacinação contra a epidemia de varíola que se alastrava na cidade. Por causa disso, foi perseguido durante o governo de Antônio Pinto Nogueira Accioli, do qual era opositor, acusado de desmoralizar a autoridade que estava totalmente alheia ao sofrimento do povo cearense. Tomou parte dos movimentos literários do Ceará, tendo pertencido, desde 1894, à Padaria Espiritual, entidade de fins literários e artísticos que se fundara em Fortaleza, dois anos antes, com o nome de "padeiro" Marcos Serrano. Foi historiador e romancista. Foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. É considerado um dos principais expoentes da literatura regional-naturalista do Brasil e um dos maiores nomes da literatura do Ceará. Em sua homenagem, o Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Ceará tem o seu nome. Inventou a cajuína, bebida não-alcoólica popular principalmente no Piauí.

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    Bahia, Brasil

    Rodolfo Marcos Teófilo