Li apenas o primeiro capítulo (Urbano VIII contra Galileu) percebendo-se que a ciência em avançar revolucionário é o foco do livro, não as contendas em si. O leitor recebe informações sobre o conhecimento em debate, precurssores, ideias entre diferentes estudiosos, e acertos ou erros na construção.
A oposição, pelo menos no capítulo sobre Galileu, foi apresentada com pouco detalhamento, num contexto que instiga visão retrógrada, sem embasamento racional como fora descrita a ciência. No final das contas, seja qual debate for, entre os 14 que o livro cita, fiquei com sensação desse direcionamento. Mas li apenas um capítulo, como introdução a outro livro sobre Galileu que quero ler.
Especificamente sobre o debate entre Urbano VIll e Galileu, é interessante que o autor iniciou o assunto falando sobre a Basílica de São Pedro, cenário das decisões sobre o conflito de ideias, sugestiva ao reconhecimento de grande feito humano. É como se o escritor chamasse a atenção para grandiosidades, tal qual a ciência heliocêntrica de Galileu, exaltada pelo autor de maneira subjetiva em reconhecimento da importância, no mesmo cenário de grandeza, onde também o embate que a rejeita é destituído dessa importância na percepção do leitor.
Vou registrar também curiosidades mencionadas no texto, como Galileu ter duas filhas freiras e ser amigo admirado por Urbano VIII antes de ser papa.
Foi o que entendi, o que não significa dizer que sou entusiasta por tudo que a ciência instiga e propõem como progresso para a humanidade. Nem tudo é grandioso e indefectível assim...