Rosto de garagista, sempre de gabardine. Desconfiou da "marcha da história", enquanto sede e itinerário dos poderes estatais, que começam falando de justiça e acabam organizando polícias. Um libertário de nossa latinidade, um homem trágico que espera acordar qualquer manhã nas vestes do homem feliz. Só se sentia bem entre operários e atores de teatro. Preferiu acertar no sol e errar na história. Deixou, no entanto, um severo afresco de valores humanistas radicais, a serem respeitados em qualquer revolução que deseje ser digna. Estamos agora viajando com ele, num Facel- Vega, em alta velocidade, rumo a Paris. Aproveitemos o pouco tempo que resta da viagem, pois urna fatídica manobra e uma árvore à margem do caminho nos esperam para produzir o barulho insuportável de lataria, pára-brisas quebrados, e o destino. . . ==== http://www.editorabrasiliense.com.br/cat-colecao-encanto-radical.php
Albert Camus (Encanto Radical #7) - A Libertinagem do Sol
Horacio González
Brasiliense, (SP)
1983
121 páginas
4h 2m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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