Bom para amantes de teoria da conspiração com preguiça
Teria tudo para ser um excelente livro sobre a aplicação do marketing para justificar atitudes condenáveis e o autor coleciona os exemplos mais óbvios como a propaganda norte-americana durante a segunda guerra a favor da Alemanha nazista (sim, teve isso) afim de estimular o comércio indo até a ainda atual campanha para justificar o ataque ao Iraque. Até, nesse esforço de apontar o lado maléfico,o autor apresenta 28 maneiras de distorcer os fatos , em um capítulo exclusivo. O problema é que o livro adota um tom messiânico sobre como o marketing conquista a alma do cliente para justificar qualquer atrocidade em detrimento da apresentar mais casos com maior quantidade de fatos - isso, por si só acaba incomodando pois , mesmo quando o marketing trabalha a favor de algo positivo , é uma questão de conquistar alma e mente do cliente - marketing é isso , afinal. O que interessaria ler seria uma melhor e mais detalhada explanação dos casos citados e, claro, mais casos - no total são apresentados os casos mais genéricos e conhecidos e eles são o que? 10? Um percentual ínfimo. A impressão que tive é que o autor quiz alertar para os usos malignos que a propaganda e o marketing podem exercer na sociedade; só não soube muito bem como exemplificar.
