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    A Alma do Lázaro -

    José de Alencar

    José Olimpo Ed.
    1955
    73 páginas
    2h 26m
    ISBN-14: 978-1511721875
    Português Brasileiro
    3.8
    81 avaliações
    Leram122Lendo10Querem68Relendo0Abandonos0Resenhas13
    Favoritos3Desejados68Avaliaram81

    "Tinha ouvido uma voz trêmula que rezava cantando à surdina uma ladainha de igreja; e pareceu-me que afinal chegara a ocasião de ver surgir diante de mim um desses fantasmas que nas minhas extravagantes elucubrações, eu tantas vezes evocara." Na obra "A Alma de Lázaro", José de Alencar transporta o leitor para o diário de um leproso. Terror e sofrimento, solidão e solidariedade, repugnância e sentimento. Ódio e amor. Possui um enredo macabro e fascinante, que fará com que o leitor se prender à leitura. Na obra "A Alma de Lázaro", José de Alencar transporta o leitor para o diário de um leproso. Terror e sofrimento, solidão e solidariedade, repugnância e sentimento. Ódio e amor. Possui um enredo macabro e fascinante, que fará com que o leitor se prender à leitura.

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    Resenhas (13)Ver mais
    Clio picture
    Clio03/01/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Essa me foi uma leitura particularmente dolorosa por tratar de um tema pessoal: a sociedade e a leprosia. Meu avô foi uma das últimas pessoas portadoras de hanseníase a ser transmudado para uma cidade de leprosos no Brasil. A maioria das pessoas, hoje em dia, só conhece a hanseníase por filmes medievais, mas o tratamento só chegou ao Brasil em 1976. A Alma do Lázaro, logicamente, retrata um período anterior, embora o autor tenha feito questão de não fornecer pormenores. Não há o nome do personagem, sua localidade ou data. Contudo, Alencar não estava focado em mostrar a segregação como corriqueira, seu foco era mais intimista. Dividido em duas partes, primeiramente temos a justificativa para a produção de tal livro. Uma espécie de auto-inserção para a apresentação da segunda parte, onde somos expostos para o que seria o diário do "Lázaro". São algumas páginas descrevendo as dores - mais emocionais que físicas - e os desejos de alguém que não apenas é repudiado pelos demais, é também a revelação de que o decaimento físico não impede a vontade por uma vida normal, por detalhes que passam ao largo dos "sãos". Ele almeja companheirismo, se emociona com a beleza, oferece ajuda mesmo sabendo ser ignorado. É triste. Recomendo.

    64 curtidas

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    • 2 estrelas9%
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    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar