Cormac McCarthy sets his new novel, The Road, in a post-apocalyptic blight of gray skies that drizzle ash, a world in which all matter of wildlife is extinct, starvation is not only prevalent but nearly all-encompassing, and marauding bands of cannibals roam the environment with pieces of human flesh stuck between their teeth. If this sounds oppressive and dispiriting, it is. McCarthy may have just set to paper the definitive vision of the world after nuclear war, and in this recent age of relentless saber-rattling by the global powers, it's not much of a leap to feel his vision could be not far off the mark nor, sadly, right around the corner. Stealing across this horrific (and that's the only word for it) landscape are an unnamed man and his emaciated son, a boy probably around the age of ten. It is the love the father feels for his son, a love as deep and acute as his grief, that could surprise readers of McCarthy's previous work. McCarthy's Gnostic impressions of mankind have left very little place for love. In fact that greatest love affair in any of his novels, I would argue, occurs between the Billy Parham and the wolf in The Crossing. But here the love of a desperate father for his sickly son transcends all else. McCarthy has always written about the battle between light and darkness; the darkness usually comprises 99.9% of the world, while any illumination is the weak shaft thrown by a penlight running low on batteries. In The Road, those batteries are almost out--the entire world is, quite literally, dying--so the final affirmation of hope in the novel's closing pages is all the more shocking and maybe all the more enduring as the boy takes all of his father's (and McCarthy's) rage at the hopeless folly of man and lays it down, lifting up, in its place, the oddest of all things: faith. (Dennis Lehane)
The Road -
Cormac McCarthy
Is this the most depressing book ever written?
*Primeiro livro da lista de leituras do mestrado* Esse livro me destruiu de diversas maneiras. Sensacional. Disclaimer: na resenha eu dou uma visão geral da história, foco em alguns detalhes, e no final escrevo uma parte *com spoilers* sobre o que mais me abalou na leitura. Enfim, já deixo dito que o livro é incrível. Recomendo pra quem quer entrar em depressão. "The Road" conta a história de um pai com seu filho em um futuro pós-apocalíptico - não muito distante - nos Estados Unidos. Eles viajam juntos em busca de alimentos e de um lugar mais quente pra sobreviver. Não é especificado no livro qual desastre ocorreu para que o mundo ficasse do jeito que está (frio, cinza, sem animais, sem comida, devastado), mas temos duas opções prováveis: capitalismo e ecocatástrofe. O cenário que percorre o livro todo é dessa devastação, corpos queimados, locais destruídos, uma visão turva causada pelas cinzas e fumaça. Na minha opinião, é o resultado que teremos em alguns anos de todo lixo químico descartado, queimadas, desmatamento, poluição do ar e água, tecnologia nuclear e etc. Atos humanos e suas consequências. Os seres humanos que sobraram estão todos na luta pela sobrevivência. Alguns, como o homem e o menino, tentam passar pela estrada sem incomodar outros viajantes, apenas cuidando da própria vida e buscando alimento - são caracterizados como "good guys". Outros, entretanto, aderem a práticas horrendas como meio de sobrevivência (estupro, assassinato e canibalismo), ou seja, "bad guys". O desafio desse pai é conseguir proteger seu filho dessas pessoas e do meio ambiente hostil. Enquanto o pai já perdeu esperança na humanidade das pessoas, o filho é a chama que mantêm o pai vivo (they carry the fire). O menino ainda vê bondade nas pessoas e está disposto a ajudar todos que cruzam o caminho. O pai, por experiência, sabe que o mundo é um lugar extremamente perigoso e tenta ensinar isso ao filho, para que ele seja capaz de sobreviver quando o pai se for. Porém, tal pensamento cega o pai de toda bondade que ainda existe (ínfima, sim, mas existente). Já o menino, com o olhar de criança, ainda carrega esperança no coração. É bonito, mas triste. A mensagem geral do livro é pessimista. A estrada nunca termina, os horrores permanecem. Você deve seguir em frente mesmo em meio a devastação. O que realmente importa? Qual é o propósito? Como ser humano em um mundo que perdeu toda humanidade? O menino tenta nos mostrar. Devemos escapar desse inverno e manter a chama acesa. Talvez exista esperança. Talvez. Detalhes interessantes: O mito do Graal = certamente inspirado em Chrétien de Troyes, o pai é o Rei Pescador, e o menino é Percival, ou até o próprio Graal. A bondade e a esperança do menino como antídoto para tudo que há de mal no mundo. Diálogos entre pai e filho sobre moralidade e ética no decorrer da história. Protocolo de Kyoto de 1997 = o livro foi publicado em 2006, poucos anos após o presidente Bush anunciar a não implementação do Protocolo de Kyoto nos Estados Unidos (alegando que isso criaria "setbacks" econômicos no país). O carrinho de compras = símbolo do excesso de consumo da sociedade estadunidense; aqui, representado como portador de tudo que pai e filho têm no mundo (cobertores, algumas latas de comida, água). _______________________________________________________________ Por que esse é o livro mais depressivo que já li? Minha resenha não consegue passar a tristeza que permeia essa história. Completamente traumatizante, a ponto de me fazer fechar o livro pra chorar. O amor desse pai pelo filho, a história e lembranças do passado deles, a bondade no coração dessa criança... As situações absurdas e terríveis que eles tem que passar juntos... O começo, o meio e o fim, é tudo muito triste e desesperador. SPOILER: como exemplo do que mais marcou e vai ficar pra sempre colado na minha memória, a cena em que os dois entram em um porão e encontram pessoas presas lá dentro, amarradas, mortas de fome, com membros faltando, e gritando por ajuda. Pessoas essas que foram capturadas e mantidas ali por um grupo de canibais que comem esses seres humanos aos poucos para poder garantir a sua sobrevivência. A cena segue com pai e filho fugindo, correndo para a floresta para se esconder, e esse pai, em toda sua coragem e devastação, ensina novamente o filho como cometer suicídio, para que o filho não sofra o mesmo destino das pessoas dentro do porão. Nos pensamentos desse pai, o desespero que corrói ele por dentro, ao pensar que talvez ele tenha que matar o próprio filho, para que ele não sofra nas mãos dos assassinos, estupradores e canibais. Eu terminei de ler a cena, fechei o livro e chorei dentro do ônibus. Simplesmente assustador, terrível. Aqui o Cormac McCarthy recebeu 5 estrelas. Manipulou meus sentimentos como se eu estivesse ali, junto desse pai.
Estatísticas
Avaliações
4 / 192- 5 estrelas31%
- 4 estrelas38%
- 3 estrelas24%
- 2 estrelas4%
- 1 estrelas3%



