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    Ritmos e Cantares -

    Alfredo Oliveira

    Secult
    2000
    444 páginas
    14h 48m
    ISBN-10: 8573130180
    Português Brasileiro
    4.8
    2 avaliações
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    "Compreendi, ao mesmo tempo, que a música popular brasileira, por seu ritmo sedutor, pela emoção que carrega no bojo de letras e melodias lindas, coloca-se acima de modismos massificados em determinadas épocas. Está aí para ficar na vida deste país, integrada ao nosso espírito, memória e cultura. Vale a pena acreditar nessa permanência. Até porque assim nos sentiremos mais felizes" Alfredo Oliveira, 64 anos, é um geminiano nascido em Belém. Diplomou-se pela extinta Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, em dezembro de 1960, e até aposentar-se por tempo de serviço, exerceu a prática médica na condição de clínico geral, sempre no âmbito de hospitais e ambulatórios da Previdência Social. Paralelamente, dedicou-se à defesa da classe, como delegado do Sindicato dos Médicos do Pará. Empenhou-se ainda na fiscalização da ética médica ao ser eleito presidente do Conselho Regional de Medicina. "O Touro Passa?" (Grafisa, Belém, 1981), prefaciado por Benedito Nunes, representa o seu livro de estreia. A seguir foram publicados "Belém, Belém" (Falangola, Belém, 1983), Paranatinga (Falangola, Belém, 1984), "A Pedra Verde" (Falangola, Belém, 1986), "Ruy Guilherme Paranatinga Barata" (CEJUP, Belém, 1990), "A Partir da Ilha" (CEJUP, Belém, 1991). Só depois dos 40 anos de idade, em julho de 1979, revelou, publicamente, o seu lado musical, antes restrito a roda de amigos, vencendo um festival de MPB em Salinas. A partir daí, não parou de compor, principalmente para o carnaval paraense, onde surgiu como autor de samba-enredo de grandes escolas, sozinho ou em parceria com outros sambistas. Discos com gravações de músicas suas foram se sucedendo e, em 1996, a Secult lançou o CD "Projeto Uirapuru - O Canto da Amazônia - V.3 - Alfredo Oliveira", reunindo faixas que levam a sua assinatura, e de alguns parceiros, interpretadas por vários nomes de projeção nacional. Em 1998, juntou-se a Paulo André Barata e Paulo Chaves Fernandes na elaboração do musical "Trazendo Che no Coração", em homenagem ao legendário Che Guevara. O espetáculo foi produzido pela Secult no Teatro da Paz e registrado em CD gravado ao vivo. Seduzido pela música popular brasileira, atento à sua produção na terra, resolveu, espontaneamente, penetrar mais nesse universo, buscando conhecimentos, mesmo sem compromisso de sentido técnico ou profissional. Bibliotecas, livrarias, sebos, coleções de discos antigas, conversas com instrumentistas e compositores, cantores, etc. Tudo isso foi incluído num extenso roteiro à cata de informações. Em 1992, começou a escrever Ritmos e Cantares, decidido a compartilhar, com seus leitores, o resultado de tanta abordagem, sem deixar de lado as próprias recordações, que entraram no texto com ar de motivação para discutir temas marcantes. Em resumo, esse livro pode ser considerado fruto de genuíno interesse cultural pela MPB, particularmente aquela que nasceu no Pará.

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    Alfredo Carlos Cunha de Oliveira profile picture

    Alfredo Carlos Cunha de Oliveira

    Alfredo Oliveira nasceu em 14 de junho de 1935 em Belém. Filho de um coletor federal (Ubirajara Marques de Oliveira) e de uma professora (Brígida Cunha de Oliveira), ele se formou em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA). A atividade como clínico geral não o impediu de atuar nos diversos segmentos culturais da cidade. “A minha personalidade comporta tanto minha vocação para a medicina como pra escrita. É uma integração da minha personalidade”, avalia. O escritor foi delegado federativo do Sindicato dos Médicos do Pará de 1988 a 1991. Atuou como vice-presidente e, depois, como presidente do Conselho Regional de Medicina do Pará, entre os anos de 1987 e 1992. Na outra faceta desse clínico-geral, artística, há espaço não apenas para o escrito, mas também para as composições de sambas-enredo de desfiles de escolas de samba de Belém. Além disso, Oliveira acumula mais de 60 músicas gravadas por intérpretes regionais e nacionais, como Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Nazaré Pereira, Neguinho da Beija-Flor, Marco André, Nilson Chaves, Vital Lima, Paulo André Barata, Dominguinhos do Estácio, entre outros. Há mais em toda essa movimentação cultural. Só na literatura, ele publicou novos livros individuais, fora as participações em obras coletivas. Em 1983, lançou o livro “Belém, Belém”, pela editora Falangola. No ano seguinte, veio “Paranatinga”. Em 86, foi a vez de “A pedra verde”. Em 90, a homenagem ao poeta Ruy Barata, com “Ruy Guilherme Paranatinga Barata”. Em 91, publicou “A partir da Ilha”. Pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará, veio a público, em 1999, o seu “Ritmos e Cantares”. No ano de 2002, chegou às livrarias “Almir Gabriel: Trajetória e Pensamento”. Em 2006, saiu a publicação de “Além dos deveres”, no mesmo ano foi a vez “Carnaval Paraense”. O mais recente, em 2010, é “Cabanos & Camaradas”. Entre inúmeros títulos e premiações, recebeu no dia 26 de novembro de 2004, da Câmara Municipal de Belém, o diploma de “Patrimônio Cultural de Belém”

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    Pará, Brasil

    Alfredo Carlos Cunha de Oliveira