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    A Sociedade da Decepção -

    Gilles Lipovetsky

    Manole
    2007
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-10: 8520425631
    Português Brasileiro
    4.1
    43 avaliações
    Leram83Lendo38Querem287Relendo1Abandonos1Resenhas3
    Favoritos2Desejados287Avaliaram43

    Este livro trata de uma sociedade que vive de excessos, que tem mania de consumo e que ao mesmo tempo desperdiça tudo que é possível. Gilles Lipovetsky – criador do conceito de hipermodernidade para definir os tempos de hoje – explica porque a sociedade vive um momento tão triste, com elevados índices de suicídios, de depressão e de dependências diversas. Segundo ele, o enfraquecimento da religião é um dos principais fatores da decepção atual. “Sem fé as pessoas não têm referenciais e ao primeiro choque, caem num abismo de desamparo e frustrações”, explica o autor. “Essa era do consumismo modificou muito mais a vida da humanidade do que todas as correntes filosóficas do século XX reunidas, tanto para o bem quanto para o mal. Nunca fomos tão livres social e politicamente, e tão submissos (ao consumismo, por exemplo)”, analisa Lipovetsky.

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    Wesley Soares15/03/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "O que gera decepção não é tanto a falta de conforto pessoal, mas a desagradável sensação de desconforto público e a constatação do conforto alheio." O livro do filósofo francês Gilles Lipovetsky é exposto na forma de uma entrevista coordenada por Bertrand Richard e se divide em três partes: 1) A espiral da frustração; 2) Consagração e descrédito da democracia; 3) Uma esperança sempre renovada A entrevista aborda, como tema principal, a relação da sociedade com o mercado e com o consumo, sendo este último tratado como fator determinante de influência nas relações humanas, sejam elas familiares, afetivas, profissionais, políticas ou mesmo sexuais. Diferentemente de Zygmunt Bauman, Lipovetsky não tende a demonizar o consumo e o capitalismo, mas apenas demonstra de forma incisiva e clara como as relações entre os indivíduos se transformaram a partir dos moldes hedonistas de nossa sociedade, levando-nos a recorrentes sensações de fracasso e por vezes de solidão. Aos olhos do autor, a individualidade, a insegurança e, consequentemente, a decepção, são inerentes ao momento histórico em que vivemos, pois com o acesso limitado aos ilimitados bens de consumo, a tendência é a de que as pessoas se sintam infelizes por não poderem desfrutar de tudo que o mercado pode proporcionar. Apesar do título da obra, Gilles Lipovetsky se demonstra otimista e esperançoso quanto ao futuro de nossa sociedade, vendo a atual fase consumista como uma fase de transição, já que a abundância da produção e o alto grau tecnológico são ainda muito recentes historicamente. "Em suma, por mais numerosos que sejam os motivos para insatisfação e decepção, serão igualmente numerosas as oportunidades de nos desvencilharmos. A sociedade contemporânea é uma sociedade de desorganização psicológica que se reflete no processo de revigoramento subjetivo permanente, mediante uma pluralidade de propostas que permitem reviver a esperança da felicidade. Quanto mais frustrante é a sociedade, mais ela promove as condições necessárias para uma re-oxigenação da vida."

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    Gilles Lipovetsky

    Filósofo francês, teórico da Hipermodernidade, de uma sociedade marcada pelo desinvestimento público, pela perda de sentido das grandes instituições morais, sociais e políticas, e por uma cultura aberta que caracteriza a regulação "cool" das relações humanas, em que predominam tolerância, hedonismo, personalização dos processos de socialização e coexistência pacífico-lúdica dos antagonismos - violência e convívio, modernismo e "retrô", ambientalismo e consumo desbragrado, etc.

    24 Livros
    64 Seguidores
    Aveyron, França

    Gilles Lipovetsky