Hitler e Churchill - Segredos da Liderança

    Andrew Roberts

    Jorge Zahar
    2004
    209 páginas
    6h 58m
    ISBN-10: 857110767X
    Português Brasileiro

    O premiado historiador Andrew Roberts analisa nesse livro o fenômeno da liderança política e militar a partir das atuações de Adolf Hitler e Winston Churchill - dois líderes antagônicos, tanto no que representavam quanto no modo como comandavam, mas cujas lideranças também tinham pontos em comum. Atento a diferenças e semelhanças, o autor investiga os bastidores das atuações desses dois estadistas e considera o modo como eles se avaliavam um ao outro como líderes e de que maneira isso afetou o desfecho da Segunda Guerra Mundial, chegando a conclusões fascinantes, provocadoras e tão relevantes hoje quanto foram antes e durante o conflito. Roberts formula questões pertinentes sobre nossa necessidade de sermos liderados e, ao fazê-lo, nos força a reexaminar o modo como encaramos aqueles que tomam decisões por nós. Ilustrado com mais de 40 fotos, várias delas pouco conhecidas, esse livro revelador foi escrito em grande parte para acompanhar a série inglesa "Secrets of Leadership", exibida com grande sucesso pela BBC2 em 2003. Uma extensa bibliografia serve como fonte de consulta para leitores que desejam se aprofundar ainda mais no tema.

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    Thiago Menna Barreto Guedes09/09/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Prometeu muito, entregou pouco

    A ideia deste livro é bastante interessante, confrontar as duas figuras mais emblemáticas da Europa da Segunda Guerra e, provavelmente, do século XX e apresentar as características que os levaram a conduzir suas nações a atos extremos. Contudo, durante a leitura, observamos que a obra apresenta um grande viés (que não deixa de ser positivo, que fique claro): quase todos os atos de Hitler são duramente criticados, suas vitórias reduzidas a sorte ou a decisões de seus generais contrárias a suas ordens. Até os fatos de não fumar e não comer carne (o que, por si sós não deveria consistir um crime) é tratado como um vício quase pervertido. O autor mostra que o ditador alemão tinha um humor perverso e um carisma artificial. Por outro lado, ao tratar de Churchill, o tom é diametralmente oposto. É dito que ele não bebia nem fumava tanto quanto se apregoa (e que, mesmo se o fizesse, isso era merecido), que seus ditos grosseiros eram apenas espirituosos e reveladores de um bom humor, que a centralização excessiva de seu governo era somente o reflexo de alguém bem intencionado entre vários comentários similares. Ao concluir a obra, o autor apresenta críticas a revisionistas que, em sua opinião, julgam de modo negativo Churchill e suas ações, dando a impressão de que esta obra foi escrita como uma "revisão da revisão" por um inglês interessado em mostrar seu primeiro ministro mais famoso como uma figura semidivina. Ler sobre a Segunda Guerra Mundial com a visão desse grande ícone é ruim? De forma nenhuma. Criticar e diminuir a importância de uma figura tão nociva à Humanidade (e que ainda tem tantos seguidores) quanto Hitler é prejudicial? Jamais. Contudo, quem ler esse livro buscando uma análise sobre a liderança em si, comparando aspectos pontuais e querendo aprender sobre esse fenômeno vai se decepcionar.

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