Como Morremos - Reflexões sobre o último capítulo da vida

    Sherwin B. Nuland

    Rocco
    1995
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-10: 8532505325
    Português Brasileiro

    Como morremos foi escrito para pessoas que querem saber como é morrer. Os casos clínicos, reflexões e diálogos nele publicados são o resultado de décadas de experiência de Nuland, reunidos com a ajuda de amigos, familiares e, sobretudo, pacientes. O autor escolheu seis situações que resultaram em morte – AIDS, câncer, ataque do coração, mal de Alzheimer, acidente e agressão – para, a partir delas, narrar detalhadamente o percurso do "capítulo final" de todo o ser humano. Além desses, suicídio e eutanásia também são abordados sob o ponto de vista medico, com preocupação ética e humanitária. Sherwin B. Nuland conta inúmeros casos representativos, detalhando sintomas, diagnóstico, tratamento e morte. Entre as questões abordadas, algumas merecem destaque. O autor observa que a morte moderna, ao contrário do que ocorria até 1920, acontece em hospitais modernos, onde ela pode ser oculta, limpa de sua inconveniente sujeira orgânica e, finalmente, empacotada para um sepultamento moderno. "Em outras épocas, a hora da morte era vista como um momento de santidade espiritual, de uma última comunhão com aqueles que ficavam para trás, aumentando a esperança na existência de Deus e de uma vida após a morte", diz ele. Nuland escreve também sobre a indústria da cura, que faz uso de tratamento e medicamentos desnecessários. Nas UTIs, por exemplo, "abandonamos os doentes às boas intenções de um pessoal altamente especializado que mal os conhece". Nuland admite que, como muitos colegas, mais de uma vez violou a lei para facilitar a partida de um paciente, "pois minha promessa, dita ou implícita, não poderia ser mantida a menos que eu assim o fizesse". Para Sherwin B. Nuland, a dignidade que buscamos na morte deve ser encontrada na dignidade com que vivemos nossas vidas. "Ars moriendi é ars vivendi: a arte de morrer é a arte de viver. Quem viveu com dignidade, morre com dignidade. Ou como os rabinos costumam terminar o culto fúnebre: "Que sua lembrança sirva de bênção".

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