Em Ramat, um príncipe tenta salvar suas joias as enviando para a Inglaterra. Já na escola tradicional para meninas, Meadowbank, um crime aterroriza as alunas e professoras.
O livro é escrito em terceira pessoa e acompanhamos o que acontece com alguns personagens, a linguagem é simples e bem fluida.
Diferentemente de outros títulos da Agatha, esse tem uma introdução bem extensa, com foco maior na construção e interligação dos personagens até chegar no ponto que seja necessário haver investigação. Fiquei até na dúvida se haveria mesmo a participação de Poirot no livro, já que ele demora muito a aparecer.
Mas, de qualquer forma, é uma construção interessante, Agatha flerta bastante com o tema de espionagem e relação internacional, principalmente com o Oriente Médio. E ela consegue encaixar essas histórias e construir a motivação e as peças que precisam ser colocadas.
Os personagens são interessantes e característicos e suas personalidades bem definidas, algo que contribuiu para a narrativa não se perder. Como sempre, tudo é bem simples, mas bem pontuados. O que senti foi a falta de explorar um pouco mais a investigação e passar mais tempo acompanhando as pistas e ligando os pontos.
No geral, uma leitura diferente do padrão da autora, mas que possui os elementos de um bom livro de investigação e de espionagem.