Todos que estavam na festa de aniversário de Rosemary Barton se lembram dela e tentam entender o que a levou ao suicídio durante a festa. Mas será que foi mesmo suicídio? Afinal, muitas pessoas tinham motivos para querer ver ela morta.
O livro é narrado em terceira pessoa e, como de costume, a leitura é bem fluida e linguagem simples, além de ser bem dividido em livros e capítulos.
Esse é um dos livros que não há a presença dos personagens mais icônicos de Agatha, então a construção acaba sendo um pouco diferente. O início é usado para fazer a introdução dos personagens e traz algumas características de personalidade e envolvimento de cada um na história, o que faz demorar bastante para surgir a investigação de fato, mas é essencial para saber as motivações que eles podem ter.
Ao longo da leitura vamos conhecendo mais a fundo os personagens e a suspeita paira sobre eles, os planos de cada um, seja referente ao crime ou questões pessoais, fazem com que surja uma pulga atrás da orelha. É muito boa a forma que o livro é construído, o que instiga a leitura.
O desfecho da história é algo muito crível, principalmente por ser muito simples e o momento que percebem o detalhe que faltava e vai explicando, mostra a sagacidade da Agatha em bolar suas histórias, as explicações deixam claro o que aconteceu e fecha muito bem a história.
O livro funciona bem para o que se propõe, sendo uma leitura rápida e instigante, mas precisa ter um pouco de paciência na parte introdutória, no mais, para quem gosta da Agatha, com certeza vai se divertir lendo esse livro.
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