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    Jane and the Unpleasantness at Scargrave Manor - Being A Jane Austen Mystery #001

    Stephanie Barron

    Bantam Books
    1996
    318 páginas
    10h 36m
    ISBN-13: 9780553575934
    3.5
    2 avaliações
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    For everyone who loves Jane Austen...a marvelously entertaining new series that turns the incomparable author into an extraordinary sleuth! On a visit to the estate of her friend, the young and beautiful Isobel Payne, Countess of Scargrave, Jane bears witness to a tragedy. Isobel's husband—a gentleman of mature years—is felled by a mysterious and agonizing ailment. The Earl's death seems a cruel blow of fate for the newly married Isobel. Yet the bereaved widow soon finds that it's only the beginning of her misfortune...as she receives a sinister missive accusing her and the Earl's nephew of adultery—and murder. Desperately afraid that the letter will expose her to the worst sort of scandal, Isobel begs Jane for help. And Jane finds herself embroiled in a perilous investigation that will soon have her following a trail of clues that leads all the way to Newgate Prison and the House of Lords—a trail that may well place Jane's own person in the gravest jeopardy.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Luciana Darce picture
    Luciana Darce04/01/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Janeites de todo o mundo, preparai-vos para revelações bombásticas! Sabem aquelas cartas perdidas escritas por Jane Austen, aquelas que todo mundo diz que foram destruídas por seus parentes para preservar sua memória e privacidade? Elas foram encontradas e revelam uma incrível nova faceta de nossa escritora favorita: além de uma grande estudiosa do caráter humano em seus romances, Jane também utilizava esses conhecimentos para atuar como detetive amadora! Ou, pelo menos, essa é a premissa inicial do livro de que vou falar para você hoje... Jane and the Unpleasantness at Scargrave Manor é o primeiro volume da série Jane Austen Mysteries, escrita por Stephanie Barron – o décimo primeiro está previsto para ser lançado agora no segundo semestre – e como já fica óbvio do título, é uma história centrada na própria Jane e não em algum de seus personagens. É uma história, como observa a própria Barron, sobre Jane antes dela se tornar Austen. Tudo começa quando Isobel Payne, condessa de Scargrave, convida Jane para visitá-la pouco após o fiasco com Mr. Bigg-Wither. Para quem não se lembra desse evento na biografia dela, Bigg-Wither era conhecido da família Austen e pediu Jane em casamento, que o aceitou num dia para então desfazer o noivado no dia seguinte. Isobel se casou recentemente com o Conde de Scargrave e voltou recentemente de lua-de-mel. Para se congratular por sua bela e jovem noiva – afinal, não tem graça você ter uma esposa com a metade da sua idade se não pode mostrá-la para os outros – o Conde decidiu dar uma grande festa. Até aí, tudo bem... o problema começa quando, após fazer um brinde à Isobel no meio do baile, o conde tem uma síncope e, poucas horas depois, bate as botas. Não demora para que a condessa viúva comece a receber cartas ameaçadoras que a acusam de adultério com Lorde Fitzroy Payne, sobrinho e herdeiro do conde, bem como de assassinato. Temendo o escândalo, Isobel pede ajuda à amiga, de forma que Jane assume o papel de detetive para tentar descobrir o que realmente está por trás da morte do conde. Confesso que, a princípio, estranhei um pouco a história. Quando li a introdução falando das ‘cartas perdidas’, levei um grande susto e, quando a ação propriamente dita começou, contada na voz de Jane através das ditas cartas, quase a larguei de lado. Sinto uma certa desconfiança para com livros escritos em primeira pessoa, porque não é todo autor que sabe escrever com a voz do personagem, sem confundir com a sua própria. Mas, como além de ser uma fã de romances policiais, tinha ficado curiosa com a premissa do livro, persisti... e posso dizer que fui bem recompensada. Barron consegue dar o tom da época; ela faz uma grande reconstituição de fatos e você percebe que é alguém que pesquisou e que entende do assunto. A situação da Jane como detetive, a despeito de todas as restrições postas às mulheres da época, é crível. Esse é um ponto que me interessava por conta da minha formação – a questão do sistema legal inglês do período. Não existia polícia e os magistrados eram os grandes proprietários que distribuíam justiça de acordo com sua boa-vontade. A bem da verdade, ainda hoje a Inglaterra não tem uma legislação codificada, nem mesmo uma constituição (a despeito de que o nascimento do constitucionalismo se dê com a Magna Carta). Como debater common law e civil law não está no tópico do dia, vou parar por aqui antes que me empolgue... O caso é que, nesse contexto, era bastante lógico que se você quisesse ver um crime resolvido, procurasse um detetive particular. Para Isobel, que não queria ter de lidar com o escândalo que toda a situação provocaria independente de sua inocência, apelar para a amiga, que sabia ser uma pessoa inteligente e observadora e que, de uma forma ou de outra, já estava envolvida na história, fazia bastante sentido. Melhor que isso é que Barron consegue realmente dar voz a Jane – e não apenas porque você é capaz de reconhecer nos indivíduos com quem a futura escritora cruza em Scargrave Manor ecos das personagens mais famosas de seus livros. Além da questão da linguagem, a personalidade de Austen é muito viva, sagaz. A Jane Austen que Stephanie Barron tem como personagem é exatamente a Jane Austen que imagino em minha mente. Se tudo isso não tivesse me convencido a gostar do livro, Lorde Harold Trowbridge o teria feito. Não dá para falar muito sobre ele sem entregar parte da história, mas, embora tenha começado o livro detestando-o, terminei tendo-o como um dos meus personagens favoritos. Por motivos que não consigo explicar, fiquei imaginando ele dando uma de Hercule Poirot (mas infinitamente mais charmoso), explicando que “tudo são as células cinzentas, mon ami, tudo são as células cinzentas... Fiquei feliz da vida em saber que ele está nos outros livros também – um motivo a mais para partir para o segundo volume em breve. Até lá, vou esperar que mais alguém leia e aí trocamos figurinhas, certo?

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    Stephanie Barron

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    1 Seguidor
    Nova Iorque, Estados Unidos

    Stephanie Barron