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    Menina de Ouro -

    Rubem Fonseca, F.X.Toole

    Geração Editorial
    2005
    293 páginas
    9h 46m
    ISBN-10: 8575091336
    Português Brasileiro
    3.8
    154 avaliações
    Leram276Lendo14Querem151Relendo0Abandonos6Resenhas9
    Favoritos19Desejados151Avaliaram154

    Com traduções dos escritores Rubem Fonseca, Carlos Heitor Cony, Moacyr Scliar, Marçal Aquino, Luiz Fernando Emediato e Sérgio Dávila, Menina de Ouro traz as seis histórias sobre o mundo do boxe nas quais o cineaste Clint Eastwood se inspirou para o filme que ganhou quase todos os Oscars de 2005. Seu autor, Jerry Boyd, que publicou o livro já aos 70 anos, com o pseudônimo de F. X. Toole, era um velho treinador de Los Angeles que deu vida, de forma dura e amarga, aos personagens que gravitam em torno do mundo e do submundo das luta: boxeadores, treinadores, apostadores, vagabundos, mafiosos. Jerry Boyd morreu em 2004, dois anos depois da publicação do livro e um ano antes da estréia do filme, sem conhecer a glória – como treinador ou escritor. Só se transformou mesmo em sucesso depois do filme. Ele passara quarenta anos escrevendo e sendo rejeitado pelas editoras. As histórias de seus personagens densos, dramáticos, são tão tristes quanto as da própria vida do autor. Enquanto filmavam Menina de Ouro,– preocupava-se apenas com duas coisas: receber o dinheiro da venda dos direitos, porque já estava velho, e garantir que os produtores não mudassem o trágico final da história. As histórias do mundo do boxe e seus dramáticos personagens que vivem acertando contas com a dor das pancadas, o risco de morrer, a exploração dos empresários, os duros golpes do destino, como o desemprego, a marginalidade e a fome foram, em Menina de Ouro, traduzidas por mestres da literatura brasileira. Cada um – sem ferir o seco estilo narrativo de Toole – reconstruiu suas frases, em português, para que conheçamos, numa prosa de qualidade, a obra deste imprevisto e surpreendente autor. "Estas histórias poderosas e emocionantes histórias baseadas na experiência do falecido treinador Jerry Boyd, que escreveu o livro sob o pseudônimo de F. X. Toole, foi a base para o filme estrelado por Hilary Swank e Morgan Freeman e dirigido por Clien Eastwood. Dando vida a personagens cativantes, que irradiam a furiosa intensidade dos mundos que habitam, Menina de Ouro não é apenas a melhor realização em termos de ficção sobre a luta - é simples ficção da melhor quantidade, ponto." - Dan Rather

    Edições (1)

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    Resenhas (9)Ver mais
    Bruna Andrade picture
    Bruna Andrade22/04/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    As cordas queimam

    Embora o conto Menina de Ouro tenha dado origem ao filme, há outro ainda mais emocionante, que ocupa 90 das 293 páginas do livro e que, em sua origem, dava título ao livro: As Cordas Queimam (Rope Burns). Sim, senhoras e senhores, eu me emocionei com esse conto (e com Menina de Ouro). É violento, pesado, triste, e acredito que mexeu muito com todos que leram. Não só nesse mas em todos os contos de Menina de Ouro, Toole te prende aos personagens e te derruba com um desfecho inesperado.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 154
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas1%
    José Rubem Fonseca profile picture

    José Rubem Fonseca

    O escritor e roteirista cinematográfico brasileiro José Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ele passou a residir a partir dos oito anos. Antes de se devotar ao ofício literário, Rubem percorreu uma longa jornada na carreira policial, na qual ingressou ocupando o cargo de comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, ainda em terras cariocas, no dia 31 de dezembro de 1952. Ele permaneceu nesta profissão até o dia 06 de fevereiro de 1958, quando foi exonerado. Durante a maior parte de sua vivência policial ele trabalhou no gabinete, como relações públicas dessa instituição, estagiando por pouco tempo nas ruas. Um dos melhores estudantes da Escola de Polícia, ele se destacou profissionalmente por sua percepção apurada da psique humana, sua visão psicológica dos infortúnios do Homem. As experiências então vivenciadas pelo autor foram depois traduzidas por ele em sua obra. Neste momento, porém, ele ainda não revelava nenhuma inclinação literária. Em 1954, no mês de Julho, ele e mais nove policiais receberam a oportunidade de estudar nos EUA. Ele aproveitou este momento para também cursar Administração e Comunicação nas Universidades de Nova York e de Boston. De volta ao Brasil, atuou na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, ministrando aulas sobre seu campo de trabalho. Ao deixar a Polícia, o escritor ainda teve uma passagem pela Light, antes de se dedicar totalmente à literatura. O autor iniciou sua trajetória literária escrevendo contos, reunidos depois no livro Os Prisioneiros, lançado em 1963. A partir daí seu impulso criador não mais cessou. Ele publicou A Coleira do Cão, de 1965; Lúcia McCartney, de 1967; O Caso Morel, em 1973; Feliz Ano Novo – livro de 1975, censurado durante a Ditadura Militar; O Cobrador, de 1979; A Grande Arte – romance de 1983, adaptado para o cinema pelo próprio autor, dirigido por Walter Salles Jr.; Buffo & Spallanzani, de 1986; Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, em 1988; Agosto, de 1990 – convertido para as telas televisivas com grande sucesso; O Selvagem da Ópera, de 1994; O Buraco na Parede, de 1995; Diário de um Fescenino, em 2003; O Romance Morreu, de 2007, entre outros. Em seus livros despontam seres à margem da sociedade, assassinos, prostitutas, policiais, representados em um cenário povoado pela violência explícita e por uma alta voltagem sexual. Estes elementos são apresentados ao leitor através de uma linguagem austera, crua e sem circunlóquios. A ficção mesclada com fatos históricos também é uma característica da produção literária de Rubem Fonseca, como no retrato de Getúlio Vargas em Agosto, e a representação da trajetória existencial do compositor Carlos Gomes em O Selvagem da Ópera. Rubem Fonseca também escreveu críticas cinematográficas para a revista Veja, em 1967. Recebeu, ao longo de sua carreira literária, várias premiações importantes, entre elas o Prêmio Camões, o mais importante do idioma português. Ele foi igualmente consagrado por seus roteiros escritos para o cinema, recebendo o Coruja de Ouro por seu roteiro Relatório de um Homem Casado, de Flávio Tambelini; o Kikito de ouro, no Festival de Gramado, pelo longa-metragem Stelinha, dirigido por Miguel Faria; e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo roteiro de A Grande Arte, acima citado. Ele criou um personagem que se imortalizou nos meios literários – o advogado Mandrake, despido de valores morais, sempre cercado de mulheres, habituado a circular pelo ‘underground’ carioca. Este protagonista foi transportado para as telas da TV em uma série popular do canal HBO, vivido pelo ator Marcos Palmeira, em roteiro adaptado pelo filho de Rubem. Viúvo, pai de três filhos - Maria Beatriz, José Alberto e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, o escritor era uma pessoa retraída e pouco se expunha diante da mídia. Sempre respeitado e admirado por seus amigos como uma pessoa modesta, amável e bem-humorada, faleceu no dia 15 de Abril do ano de 2020, aos 94 anos, decorrente de um infarto, em plena pandemia de Covid-19.

    64 Livros
    706 Seguidores
    Juiz de Fora, Brasil

    José Rubem Fonseca