Atlântis chegou ao seu auge. Superaram as barreiras da ciência que conhecemos hoje, se aprimoraram tanto nos campos tecnológicos, quanto nos de desenvolvimento mental. Omundo se divide então em dois blocos, os Mentores (Atlântis) e os Camelos (outras civilizações). Ethel Druhn cresce em meio a este cenário, e ao descobrir seus poderes mentais, mesmo sendo um "Camelo" acaba envolvido numa trama que poderá mudar o destino de toda a humanidade. Viva esta aventura junto com o menino Ethel e descubra o verdadeiro segredo que escondem as pirâmides.
Ethel Druhn e o segredo da pirâmide -
J. M. Piccoli
Ethel Druhn e o Segredo da Pirâmide de J.M. Piccoli
Esse foi o livro mais rápido que eu já li; levei umas quatro horas para ler as 250 páginas, mas foi muito tranquilo porque o livro tem um ritmo fluído e a história não é densa ou cheia de mistérios para resolver, coisas que cansariam a mente. A trama é rápida, ágil e as coisas nunca param de acontecer, o que é muito bom, considerando todos os pontos ruins do livro. A história do menino Ethel Dhrun é apenas original no que tange à contextualização (Atlântis, organização da sociedade em duas castas, cargos de governança 'democrática' passando de pai para filho, todas as pessoas podendo desenvolver poderes mentais), pois a história do menino orfã que descobre ser a peça chave da revolução num país controlador não é nada nova. O livro conta a história desse menino orfã, que vive de lardroagens e enganações com um velho que o encontrou quando ele era um bebê. Ethel, então, descobre que tem os poderes de controlar o clima, levitar objetos e etc, coisa que apenas os Mentores (a casta mais alta) conseguem. Ele então conhece os rebeldes, é traído pelos amigos, encontra novos pontos de apoio e é o responsável por acabar com uma arma do governo que seria usada contra os mais pobres e contra os rebeldes. A história é interessante principalmente por conta da contextualização e, infelizmente, nada além da contextualização é interessante. Os personagens são rasos e com motivações pouco definidas, assim como suas personalidades. Ethel é uma exceção nessa parte, pois ele é bastante coerente. Ele é impulsivo, toma decisões sem pensar e apenas me incomodou os grandes insights que ele tem depois de horas de dúvida. Insights não acontecem com tanta frequencia no mundo real, mas Ethel os tem a cada segundo, a cada situação em que vê uma dificuldade. E são insights inacreditáveis, no sentido verdadeiro da palavra, ou muito óbvios. O vilão é caricata e tem motivações superficiais; aliás, as explicações para sua loucura repentina são tratadas com tanta displicências que acabam esquecidas assim que são ouvidas. Eu queria que os defeitos parassem aqui, mas tem mais alguns e esses não podem ser deixados de lado: constantes erros de português, gramática e editoração. Durante a leitura é muito comum encontrar "para mim fazer", "a muito tempo" e "áurea" (no lugar de aura), vírgulas e pontos faltantes, vírgulas onde não deveriam estar, letras e palavras faltantes, parágrafos muito espaçados... Enfim, isso é irritante e extremamente chato em um livro que tem uma revisora e um corretor ortográfico estampados na folha de rosto. Como eles deixaram passar erros tão primários?! Além disso, eu comentei lá em cima que o livo é mal escrito e isso, infelizemente, não é uma hipérbole. As coisas são contadas de forma muito rápida, sem técnica nenhuma, onde mil e uma coisas acontecem em uma frase de uma maneira muito chula. Eu sinto muito falar essas coisas desse livro porque essa é realmente uma boa história, uma perfeita aventura juvenil, mas que precisava ser melhor trabalhada e revisada. Mais resenhas em: www.cometadeideias.blogspot.com
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