The House of the Dead -

    Fiódor Dostoiévski

    Penguin Classics
    2002
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9780140444568

    In this almost documentary account of his own experiences of penal servitude in Serbia, Dostoevsky describes the physical and mental suffering of the convicts, the squalor and the degradation, in relentless detail. The inticate procedure whereby the men strip for the bath without removing their ten-pound leg-fetters is an extraordinary tour de force, compared by Turgenev to passages from Dante's Inferno. Terror and resignation - the rampages of a pyschopath, the brief serence interlude of Christmas Day - are evoked by Dostoevsky, writing several years after his release, with a strikingly uncharacteristic detachment. For this reason, House of the Dead is certainly the least Dostoevskian of his works, yet, paradoxically, it ranks among his great masterpieces.

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    Kerlon Gomes13/11/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Humanidade na Casa dos Mortos

    A Casa dos Mortos é um baita depoimento autobiográfico sobre a desumanização nas prisões siberianas e a relação entre a nobreza e a plebe nesse contexto. Na introdução escrita por David Mcduff, nos é apresentado um excerto da carta que Dostoiévski enviou a seu irmão Mikhail. Nela, ele demonstra uma opinião contrária à sua negatividade inicial, ao destacar a presença de almas valiosas em meio ao ambiente hostil em que fora inserido, dizendo ainda que, apesar de tudo, seu tempo na casa dos mortos não havia sido em vão: ele agora conhecia o povo russo melhor que muitos. "Even in penal servitude, among thieves and bandits, in the course of four years I finally succeeded in discovering human beings. [...] What a wonderful people. My time has not been wasted. Even if I have not come to know Russia, I have come to know the Russian people better than many know it, perhaps." — Os temas desenvolvidos na narrativa são de praxe ao universo existencial dostoievskiano: profundidade das relações humanas, redenção, culpa... E, falando em culpa, essa deve ter sido uma das obras de Dostoiévski lidas por Nietzsche. No texto, há algumas ideias sobre a violência humana que reaparecem no segundo ensaio de Genealogia da Moral, onde Nietzsche explora a origem do sentimento de culpa. "There are people like tigers, who thirst for blood to lick. Whoever has once experienced this power, this unlimited mastery over the body, blood and spirit of another human being, his brother according to the law of Christ; whoever has experienced this control and this complete freedom to degrade, in the most humiliating fashion, another creature made in God’s image, will quite unconsciously lose control of his own feelings." — O texto não prende tanto quanto outras obras do autor. Tem uma cadência lenta, e se mantém dessa forma até o fim. Apesar disso, é interessante e fomenta boas reflexões, servindo inclusive para contextualizar seus outros trabalhos, nos quais comumente há personagens quem temem ser enviados a essas prisões.

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