Aventuras na História Nº 35 (Julho de 2006) - O Grande Império Americano

    Abril

    Abril
    2006
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Eles estão em toda parte. Nas músicas, na TV, no jeito como a gente fala e escreve. E, do Vietnã ao Iraque, se meteram em quase todos os conflitos dos últimos 100 anos. Como os Estados Unidos conquistaram o mundo?

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    Julho de 2006

    "O grande império americano" - Abordagem da ascensão dos EUA como superpotência. Está ligada às guerras mundiais, à propaganda ideológica do poder militar e tecnológico (ostentadas, por exemplo, pelas detonações das bombas atômicas e conquista da Lua), à influência política (principalmente nos governos latino-americanos), poder econômico (que se infiltrou em outras nações, controlando ou influenciando boa parte dos serviços na infraestrutura) e também bairrismo (pouco comentado). Essas são conclusões que a reportagem instigou, sem necessariamente serem abordadas no conteúdo. Este se prende mais à história americana em sua expansão geográfica. Algo curioso é o paralelo entre liberalismo democrático, que os EUA teoricamente instiga através de seus ideais, e as políticas que reforçam sua influência e domínio. Tipo assim, cada país valorize seu nacionalismo, mas a meu lado se não quiser sofrer sanções. Curioso também que é uma nação dada a moralismo, usando a religião (ainda que cheia de falso moralismo, pois é a única nação que jogou bomba atômica sobre a humanidade), instigando patriotismo unificador em sua ideologia, exatamente o que seus mais acirrados inimigos tentam fazer (sem êxito, por razões óbvias). O texto despertou esses pensamentos, equivocados ou não... "A partilha da África" - Falando em imperialismo, essa reportagem aborda o de nações europeias sobre as africanas, com destaque à Conferência de Berlim em 1884-1885, em que literalmente repartiram entre si o continente. Além dos aspectos históricos, destaca que o domínio europeu acirrou animosidades e conflitos entre as etnias africanas, muitas se estendendo até os dias atuais. O entendimento está no privilégio atribuído à determinadas línguas nativas (por exemplo, em traduções literárias), o que teria elevado as respectivas etnias a uma espécie de elite, aproximando do poder e acirrando descontentamentos. Que nota curiosa! Sobre a Copa Roca, disputa futebolística entre Brasil e Argentina. A primeira foi em 1914, em solo argentino. O Brasil ganhava de 1 a 0, quando los hermanos empataram. Aí vem a curiosidade fantástica... O autor do gol foi ao juiz e falou que a jogada foi irregular (teve mão na bola) e o gol deveria ser invalidado, o que ocorreu e o Brasil, segurando o placar até o fim, foi campeão. E tem outra, o juiz era brasileiro, hein! Coisas de outros tempos, pois a mesma Argentina já ganhou Copa com gol de mão, foi desclassificada pelo Brasil em Copa América (com gol de mão também, quem lembra do Túlio?) e nosso país experimentou a mesma coisa em competição similar, o algoz foi o Peru (e dá-lhe gol de mão de novo). É o mundo dos espertos, como dizem, que felizmente agora parece limitado pelo VAR. Já ocorreu até péssimo exemplo de jogador que escandalosamente fez gol de mão, justificando na cara de pau que não sabia, pois apenas se jogou na bola... Logo quem, o mesmo protagonista em jogada que foi anulada em benefício, pouco tempo antes, por jogador adversário que tinha se acusado de irregular em jogada com o mesmo atleta... A seção "Obra-Prima" trouxe a Mafalda, do argentino Quino. Não sabia que o autor a desenhou por apenas nove anos, entre os anos 60 e 70, com mensagem política, feminista e libertária. Já li sobre a Mônica, do Maurício de Sousa, ser considerada a personagem feminina de maior expressão no mundo, pois vem sendo publicada ininterruptamente a anos, em protagonismo à frente de um universo próprio com mais de 400 personagens. O que não aconteceu com Mafalda... Voltando à ela, deixo em registro: "Toda Mafalda", de Quino, publicada pela Martins Fontes. Quero ler e ter em meu acervo. Pensando no assunto, até hoje nunca li algo de maior prestígio à personagem, só tiras isoladas aqui e acolá em alguma revista ou livro... "Páginas Amarelas" trouxe Charles Darwin, obviamente destacando o evolucionismo... Todos são livres para crer no queira, mas não concordo com o posicionamento da revista de querer ridicularizar o texto bíblico. "Gênesis, papagaiada toda...". Ora faça-me o favor! Assuma suas posições e apenas isso. A criação em Gênesis é muito mais que limitada e clichê visão que muitas vezes é atribuída a ela e contentada nisso. É a criação do universo e do mundo em termos gerais. Se não hoje, todos vão reconhecer. Enquanto não acontece, cada um tenha suas escolhas, sem deixar de existir o respeito entre todos.

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