"Iberê alternava dias de euforia e de tristeza, seguia trabalhando no seu atelier, reinventando a vida, elegendo tintas, esgrimindo magistralmente lápis e pincéis. Eu podia testemunhar, como do nada, dos papéis e das telas brancas de vários tamanhos, Iberê criava "janelas" que se transformavam em passagens, caminhos de possibilidades infinitas para o olhar e a imaginação daqueles que merecessem e soubessem olhar. Na última visita em 1994, Iberê não estava mais e mesmo seu manequim de madeira parecia ter perdido o viço. Restava seu atelier sem movimento como numa fotografia. No centro o Solidão, seu último quadro fazendo a síntese." (Achutti)
