Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores13
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    The White Luck Warrior (The Second Apocalypse #5) - The Aspect-Emperor II

    R. Scott Bakker

    Orbit
    2011
    592 páginas
    19h 44m
    ISBN-1: 0
    4
    4 avaliações
    Leram11Lendo0Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados2Avaliaram4

    Widely praised by reviewers and a growing body of fans, R. Scott Bakker has already established his reputation as one of the few unique new talents in the fantasy genre. Now he returns with the long-awaited The White Luck Warrior--the second book in the Aspect-Emperor series. As Anasûrimbor Kellhus and his Great Ordeal march ever farther into the wastes of the Ancient North, Esmenet finds herself at war with not only the Gods, but her own family as well. Achamian, meanwhile, leads his own ragtag expedition to the legendary ruins of Sauglish, and to a truth he can scarcely survive, let alone comprehend. Into this tumult walks the White-Luck Warrior, assassin and messiah both. The White Luck Warrior is a story filled with heartstopping action, devious treachery, grand passion, and meticulous detail. It is both a classic quest tale and a high fantasy war story.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Newton Ribeiro Rocha Júnior picture
    Newton Ribeiro Rocha Júnior05/05/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Monstruosidade de um Messias!

    A cruzada do Great Ordeal, liderada pelo messias Kelhus, continua em sua luta para parar o Segundo Apocalipse. Porém, apesar dessa aparente forma épica de narrativa, R. Scott Baker tem um plano sinistro: desconstruir e inverter todos os motivos e arquétipos da literatura épica, criando algo que só pode ser chamado de anti-épico. Os temas dos livros anteriores continuam em White-Luck, e fica claro que o principal alvo do diálogo literário de Bakker é Tolkien. Tanto a série Aspect Emperor quanto a Prince of Nothing funcionam como um espelho sombrio, pervertido, nihilista, desconstrutor dos arquétipos criados pela saga dos Senhor dos Anéis. E isso torna todas as escolhas narrativas de Bakker fascinantes. Arriscaria até dizer que é um projeto post-moderno de revisão do que chamamos de literatura de fantasia. A narrativa continua dividida em diversos pontos de vista, cada um seguindo uma trama paralela dentro da cruzada contra o Segundo Apocalipse. O Aspect-Emperor Anasurimbor Kelhus e seu exército de centenas de reinos (e mais de quinhentas mil pessoas!) segue para o Antigo Norte atrás do Concil, para evitar a vinda do Não-Deus (que vai acabar destruindo tudo). O Império é comandando por sua esposa, a ex-prostituta Esmenet, junto com seus filhos-monstros (os que teve com Kelhus). Mas a narrativa mais interessante e um dos focos principais desse volume, é a jornada do mago Achamian e sua filha bruxa Maimara (com quem ele tem um relacionamento incestuoso), que junto com um grupo de mercenários medonhos, segue em busca das ruínas lendárias de Sauglish, atrás do mistério por trás da origem do Aspect-Emperor. A prosa de Bakker, que já era fodásica já no primeiro livro, melhora a cada volume. O ritmo da narrativa principalmente está mais frenético do que nos volumes interiores, mas sem perder as poderosas internalizações que ele cria para os seus personagens. Apesar das cenas de combates da trilogia Prince of Nothing terem sido épicas, nada se compara às cenas de combate em massa dentro do White-Luck warrior. Bakker é o melhor escritor que conheço no que se refere a descrição de combate entre exércitos antigos envolvendo forças sobrenaturais. Ele usa de técnicas de poesia, metáfora, prosa épica, para jogar o leitor no meio da ação ao mesmo tempo que passa a sensação de estar assistindo um momento lendário, que será cantado no futuro nas sagas de diversos povos. Fiquei impressionado novamente com sua habilidade narrativa. Outro aspecto que gostei muito foi a caracterização do personagem Cleric, um Non-Man (a versão dos elfos do cenário). Usando as técnicas da ficção científica, os non-man são realmente diferente dos humanos, um tipo diferente de consciência, e no caso do cenário, enlouquecida e doente por causa do apodrecimento de suas memórias devido sua imortalidade. E esse é só uma das sombrias variações dos arquétipos tradicionais da literatura de fantasia. Só para deixar o mistério, a versão de um Dragão do Bakker é aterrorizante, pegando emprestado dos deuses insanos de Lovecraft. Muitos mistérios são resolvidos nesse livro, inclusive sobre o Consult (os inimigos do messias) e sobre a história do mundo e a origem das raças não-humanas, dragões, etc. E para variar, Bakker conseguiu criar algo interessante, original e plausível dentro do cenário. E, como todo o resto, muito sombrio e horrendo. Um dos temas mais fascinante de todos os livros é a monstruosidade inerente de um homem perfeito, ou de um super-homem no sentido nietzscheano. Kelhus é uma visão realista e sombria de um messias, que usa sua superioridade frente aos demais humanos para criar e manipular todo um império e usá-lo como uma arma contra o Não-Deus, não se importando com os milhões que sofrem e sofrerão por suas ações. Os fins justificando os meios em sua versão mais extrema. O segundo tema filosófico de White-Luck Warrior é corrupção e redenção ou seja, até que ponto alguém pode se degenerar e não haver mais possibilidade de redenção. Outro tema interessante é o que uma alma irá fazer se lhe for prometida a possibilidade de redenção. A resposta a essas duas perguntas é a mais sombria possível, questionando tanto as noções de redenção quanto a de degeneração como sendo construções mentais carentes de sentido perante a uma realidade que ignora completamente a nossa existência. Pesado e doidimais, do jeito que eu gosto! :) Fica a recomendação de uma fantasia ultrasombria (praticamente um livro de horror) adulta e que, infelizmente, dificilmente será publicada no Brasil.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 4
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Richard Scott Bakker profile picture

    Richard Scott Bakker

    Richard Scott Bakker, que escreve sob os pseudônimos R. Scott Bakker e Scott Bakker, é um romancista cujo trabalho é dominantemente composto pela longa série informalmente conhecida como The Second Apocalypse (O Segundo Apocalipse), que Bakker começou a desenvolver na faculdade em 1980. A série foi inicialmente planejada como uma trilogia, com os primeiros dois livros batizados The Prince of Nothing (O Príncipe de Nada) e The Aspect-Emperor (O Imperador-Aspecto). No entanto, quando começou a escrevê-la no início dos anos 2000, achou ele necessário dividir os dois textos em sub-séries, para melhor incorporar todos os personagens, temas e ideias que gostaria de explorar. Bakker planejou então sete livros: uma trilogia e duas duologias. Em tempo a primeira duologia se tornou outra trilogia, com o reconhecimento de que talvez a segunda siga o mesmo rumo. Enquanto trabalhava na série The Prince of Nothing, Bakker foi desafiado pela esposa a escrever um suspense investigativo. Em resposta a isso ele produziu um suspense com ficção científica sobre um assassino serial que pode controlar e influenciar a mente humana. Esse livro, Neuropath, foi publicado em 2008. Satisfeito com a experiência, ele escreveu um segundo suspense em 2009, batizado The Disciple of the Dog (O Discípulo do Cão).

    9 Livros
    2 Seguidores
    Ontario, Canadá

    Richard Scott Bakker