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    Tragédia em Três Atos (Three Act Tragedy) -

    Agatha Christie

    Nova Fronteira
    1934
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 0008520906206
    Português Brasileiro
    4
    1809 avaliações
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    Um sacerdote envenenado leva Hercule Poirot a se envolver neste caso. Nesta tragédia em três atos, a autora dos mais célebres romances policiais se alia à tradução de Barbara Heliodora para levar o leitor a tentar descobrir junto com Poirot as causas desta morte bizarra.

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    Fabio Shiva08/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    a “cena da revelação”

    E lá vamos nós, novamente lendo e relendo os deliciosos mistérios de Agatha Christie. Dessa vez, até por conta do clima teatral que permeia toda a história, fiquei refletindo sobre a “cena da revelação” do romance policial, quando o detetive (no caso, o inigualável Hercule Poirot) reúne os suspeitos ao final do livro para contar minuciosamente como chegou à elucidação do crime. Inegavelmente essa cena é o clímax da história policial clássica, do tipo “whodunit” (“quem matou?”), quando o leitor-jogador descobre até que ponto teve sucesso em descobrir o assassino, comparando suas hipóteses com a solução apresentada pelo detetive. Um dos fatores mais curiosos a respeito do romance policial é que quanto mais é ludibriado pelo autor, mais o leitor fica satisfeito! Geralmente, quando o leitor consegue desvendar o mistério antes da “cena da revelação”, o livro é considerado fraco. E aí está um dos ingredientes do imenso e duradouro sucesso de Agatha Christie. Poucos autores conseguem engabelar tão bem o seu leitor! Agatha é muito matreira e sabe como ninguém burlar as regras do romance policial sem, contudo, jamais ser desleal com o leitor. Voltando à “cena da revelação”, algo que me chamou a atenção dessa vez é o quanto algo assim dificilmente ocorreria na vida real. Por mais sangue frio que possua o assassino, é inverossímil esperar que fique docilmente ouvindo seus crimes serem expostos nos mínimos detalhes, sem tentar ao menos dar um soco na cara do detetive abelhudo! Pensando bem, a inverossimilhança da cena final combina perfeitamente com a inverossimilhança da maioria dos assassinatos que ocorrem nesse tipo de história e que mais parecem truques de prestidigitação, por envolverem tantos detalhes, despistes e complexos planejamentos. Por serem tão inverossímeis é que são tão deliciosos! Um bom romance policial clássico é mais um jogo que literatura propriamente. Ainda assim, nada impede que elementos literários sejam saborosamente acrescidos ao jogo de detetive. Outros autores, como por exemplo P. D. James e Ruth Rendell, enriquecem suas tramas policiais com complexos dramas psicológicos. Mas Agatha também não perde a oportunidade de fazer algumas observações bem interessantes: “Viajar para quê, afinal? A língua pode ser diferente, mas em todos os lugares a natureza humana é a mesma.” “Ingleses costumam ser modestos quanto àquilo que sabem fazer bem e às vezes se orgulham de coisas que fazem mal; latinos, porém, sabem apreciar suas próprias capacidades. Se são inteligentes, não veem motivo algum para esconder o fato.” “Como falei dias atrás, temos três tipos distintos de intelecto. Primeiro, o intelecto dramático do criador de peças teatrais, que visualiza o efeito realístico capaz de ser produzido por dispositivos mecânicos. O segundo tipo é o que reage com facilidade às manifestações dramáticas: o intelecto jovial e romântico. E o terceiro, meus amigos, é o intelecto prosaico: não enxerga mar azul nem mimosas floridas, mas o fundo artificial do cenário do palco.” Especialmente interessante nessa “Tragédia em Três Atos” é uma personagem escritora, Srta. Wills, que bem poderia ser um alter ego de Agatha: “A srta. Wills é dona de uma personalidade curiosa. É uma dessas pessoas completamente incapazes de causar uma impressão indelével no ambiente em que se encontra. Não é bonita, nem espirituosa, tampouco interessante, nem mesmo especialmente simpática. Ela não tem nada de especial. Mas é extremamente observadora e extremamente perspicaz. Ela se vinga do mundo com sua escrita. Tem a imensa arte de ser capaz de reproduzir uma personalidade no papel.” Essa “vingança do escritor” é admiravelmente descrita nessa fala da própria Srta. Wills: “Mas na minha experiência as pessoas nunca se reconhecem. – Deu um risinho. – Desde que, como o senhor acabou de dizer, o escritor seja realmente implacável.” https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/01/tragedia-em-tres-atos-agatha-christie.html

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    Agatha May Clarissa Miller  profile picture

    Agatha May Clarissa Miller

    Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, Devon, Inglaterra, Reino Unido, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, Oxfordshire, Inglaterra, Reino Unido, 12 de janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros tútulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros. Agatha Christie escreveu também sobre o pseudônimo de Mary Westmacott.

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    Devon, Inglaterra

    Agatha May Clarissa Miller