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    Os Irmãos Inimigos -

    Nikos Kazantzakis

    Círculo do Livro
    1990
    242 páginas
    8h 4m
    ISBN-10: 8890918987
    Português Brasileiro
    3.5
    86 avaliações
    Leram161Lendo11Querem97Relendo0Abandonos7Resenhas13
    Favoritos7Desejados97Avaliaram86

    A pequena cidade de Cástelo, aos pés das montanhas do Épiro, está devastada pela guerra civil. De um lado, os boné vermelhos, os comunistas, e do outro, os boné pretos, os situacionistas, e, no meio, o padre Iánaros que, por todos os meios, tenta unir o que a paixão política tinha dividido. Toda a ação se passa na semana da Páscoa e tem como protagonista o padre Iánaros que, inspirado pelo amor de Cristo pelos homens, resolve agir e tentar conciliar os dois lados em luta.

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    Resenhas (13)Ver mais
    Luiz Cortes picture
    Luiz Cortes17/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sejam um.

    A primeira vez que li esse livro, eu era um adolescente, entrando na juventude, então o li mais pela aventura. Agora trinta e poucos anos depois, relendo calmamente e cautelosamente eu fui jogado em um conflito muito mais profundo, muito mais terrível do que poderia imaginar. Fui lançado em uma guerra que transcende o simples conceito de guerra. Doloroso é a palavra que eu usaria para descrever o livro. Aqui a esperança é uma só, a liberdade é uma só. O enredo desse livro é mais atual do que qualquer noticiário. 💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠 "Os Irmãos Inimigos" (em grego, Oi Adelfofades) é um romance de Nikos Kazantzakis que se passa durante a Guerra Civil Grega (1946-1949). A obra explora temas como lealdade, ideologia, sacrifício e o impacto devastador dos conflitos internos em famílias e comunidades. A história central gira em torno de duas figuras principais, que representam lados opostos da guerra: 🔷 Capitão Drako: Um ferrenho comunista e líder guerrilheiro que luta nas montanhas pela causa da resistência. Ele é movido por uma forte convicção ideológica e acredita na necessidade da revolução para transformar a sociedade grega. 🔷Capitão Kondarakis: Um nacionalista e oficial do exército governamental, responsável por combater os guerrilheiros comunistas. Ele defende a ordem estabelecida e a unidade nacional contra o que vê como uma ameaça subversiva. Embora não sejam irmãos de sangue no sentido literal (o título é mais uma metáfora para a divisão interna da Grécia), Drako e Kondarakis são apresentados como "irmãos inimigos" por compartilharem a mesma origem grega e estarem presos em um conflito fratricida. A narrativa alterna entre as perspectivas de ambos os lados, mostrando as motivações, as esperanças e os desespero dos combatentes. O livro não se limita a um simples confronto militar. Kazantzakis utiliza a guerra como pano de fundo para uma profunda reflexão filosófica sobre a condição humana. Ele explora a complexidade das escolhas morais em tempos de guerra, a fragilidade da vida, a busca por um propósito e a luta entre o bem e o mal, que muitas vezes se confundem em meio à violência. A obra é marcada pela linguagem rica e poética de Kazantzakis, que descreve as paisagens áridas da Grécia, a brutalidade dos combates e a intensidade das emoções humanas. O autor não toma partido explicitamente, mas busca compreender a alma grega dilacerada pelo conflito. Ele mostra como a ideologia pode tanto inspirar atos de heroísmo quanto justificar atos de crueldade. "Os Irmãos Inimigos" é, em última análise, um lamento sobre a tragédia da guerra civil e um apelo à compreensão e à reconciliação, mesmo diante das mais profundas divisões. É uma obra poderosa que convida à reflexão sobre a natureza da inimizade e a possibilidade de encontrar humanidade no adversário. Resumo feito com auxílio do Gemini IA.

    8 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 86
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas5%
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    Nikos Kazantzakis

    Foi um poeta, novelista, dramaturgo e filósofo grego. Mestre da literatura grega do século XX, ficou conhecido como um brilhante revitalizador dos mais diversos gêneros literários. Para fugir da instabilidade política na ilha de Creta, seus pais inscreveram-no em uma escola de padres franceses na ilha de Naxos. Depois estudou direito em Atenas (1902-1906) e filosofia em Paris, onde durante dois anos (1907-1908) foi aluno de seu tutor, o filósofo Henri Bergson. Depois, como correspondente estrangeiro de imprensa, viajou por Espanha, cobrindo a Guerra Civil Espanhola para um jornal grego, Reino Unido, União Soviética, Egito, Palestina e Japão, enquanto escrevia, incluindo poemas, reflexões filosóficas e comentários de viagens. Lançou Odíssa (1938), poema de 33.333 versos que pretendia ser um prolongamento da célebre obra de Homero. Durante os primeiros meses da Segunda Guerra Mundial, trabalhou para Conselho Britânico, em Londres (1939-1940), deixando o posto para retornar à Grécia, onde viveu sob a ocupação alemã. Envolvido na política nacional, foi nomeado Ministro da Educação (1945) e tornou-se dirigente do partido socialista grego (1946). O prestígio internacional do autor veio com romance Víos kai politía tou Aléxi Zormpá (1946), o famoso Zorba, o grego que também fez grande sucesso quando adaptado para o cinema (1964). Por um curto período morou na Inglaterra (1946) e depois radicou-se na praia francesa de Antibes, onde escreveu O kapetfán Mikhális (1950), os romances filosóficos O khristós xanastavrónetai (1954) e O televtaíos pirasmós (1955), levado ao cinema como A última tentação de Cristo (1988). Suas obra literária abrangeu de ensaios filosóficos como Asketiké (1927), poesias e tragédias e traduções de obras clássicas da literatura, como a Divina comédia de Dante e o Fausto de Goethe. Durante uma viagem à China, adoeceu, foi transferido para Copenhague e depois para um hospital em Freiburg im Breisgau, Alemanha, onde infelizmente morreu aos 71 anos e foi enterrado em Heráclion, sua cidade natal, na Ilha de Creta.

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    Nikos Kazantzakis