Nova História do Espiritismo - Dos precursores de Allan Kardec a Chico Xavier

    Dalmo Duque dos Santos

    Conhecimento
    2010
    584 páginas
    19h 28m
    ISBN-13: 9788576182122
    Português Brasileiro

    Finalmente, depois de mais de 80 anos, o espiritismo e o movimento espírita são alvos de uma nova abordagem historiográfica. Diferente da obra clássica de Arthur Conan Doyle, publicada em 1926, que realçou a fase fenomênica e colocou Allan Kardec e o período filosófico em segundo plano, esta nova obra de pesquisa e reflexão pretende pôr fatos e personagens em seus devidos lugares. A razão do equívoco histórico é que Conan Doyle, como a maioria dos ingleses e norte-americanos de sua época, não fizeram, como fez Kardec, a distinção entre espiritualismo e espiritismo. Para ele, tudo era spiritualism e a reencarnação seria então apenas um detalhe dessa nova revelação. Mas a história mostrou o contrário: as idéias de Kardec tinham uma visão mais ampla e realista desses acontecimentos, e sua sistematização como ciência e doutrina filosófica sobreviveram ao tempo, enquanto as tendências do spiritualism se fragmentaram. Passaram-se quase 100 anos e o movimento espírita tomou rumos que nem o próprio Kardec imaginava: surgiram novas tendências, as naturais divergências e, como ideologia unificadora, a busca da convergência. Essa segunda parte da história não foi contada por Conan Doyle. Nem poderia, pois a maioria dos acontecimentos marcantes ainda estava por vir, e bastante fora do contexto eurocêntrico da Belle Époque. Exemplos: o espiritismo desaparece da França no século 20 e explode no Brasil como opção religiosa de milhões de adeptos. A Feb e muitas outras entidades federativas regionais assumem a propaganda e as diretrizes do movimento, através da ação de inúmeros médiuns e influentes líderes espíritas, de múltiplas concepções e tendências sobre a filosofia espírita. Chico Xavier torna-se a figura mais expressiva do movimento, e sua obra literária brilha como a principal referência doutrinária em relação aos livros de Kardec. Sua biografia e uma adaptação do livro Nosso Lar são levados para o cinema, atingindo recordes de bilheteria. E finalmente, o Brasil configura-se como a principal nação espírita e uma das principais culturas reencarnacionistas do planeta. Dividido em sete tomos, distribuídos em 584 páginas, Nova História do Espiritismo é obra importantíssima para aqueles que buscam cada vez mais uma diretriz espiritual para suas vidas.

    Resenhas (2)Ver mais
    Marcelo Barreiros - @cellobooks picture
    Marcelo Barreiros - @cellobooks11/07/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha publicada no Booksgram @cellobooks 📚

    A proposta desse livro foi compilar e apresentar ao leitor uma historia do espiritismo, do ponto de vista de um historiador (que by the way é espirita). O titulo parte do do principio que, desde Arthur Conan Doyle escreveu seu livro “A Historia do Espiritismo” em 1926, desde então nenhum autor se propôs a atualizar a historia até os dias atuais, principalmente com toda a atuação do espiritismo no Brasil. De fato, a proposta do autor é muito interessante (e audaciosa). Esse foi um livro com o qual eu aprendi bastante (são quase 600 paginas). Mas primeiras 4 partes do livro de fato o autor se propõe a investigar a historia do espiritismo do ponto de vista histórico. Com muitas falhas e deixando diversos pontos importantes fora de sua investigação (ex: o trabalho da médium Wera Krijanowskaia com o espirito Rochester nem é abordado sendo que ela escreveu mais de uma centena de livros). Quando chega no movimento espirita o autor deixa totalmente a imparcialidade de lado para defender passionalmente o trabalho do Comandante Edgard Armond e para isso dedica mais de 100 paginas. E para finalizar, passa muito superficialmente pela vida de outros médiuns de grande importância para o espiritismo brasileiro (Yvonne Pereira, Zibia Gasparetto, João Nunes Maia são resumidos em 1 pagina – Zilda Gama sequer é mencionada. Divaldo e Chico são abordados superficialmente (em umas 15 paginas). Além disso, o livro se torna enfadonho uma vez que há diversas partes que se repetem ao longo do livro, erros ortográficos e falta de revisão. Nota-se que, se houve alguma revisão e orientação do revisor, foi um trabalho bastante falho e que deixou muito a desejar. Se tiver paciência, é um livro que, apesar dos pesares, vai trazer muita informação interessante que grande parte dos espiritas pouco conhece

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