Philosophy of Science - A Very Short Introduction

    Samir Okasha

    Oxford University Press
    2002
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9780192802835

    What is science? Is there a real difference between science and myth? Is science objective? Can science explain everything? This Very Short Introduction provides a concise overview of the main themes of contemporary philosophy of science. Beginning with a short history of science to set the scene, Samir Okasha goes on to investigate the nature of scientific reasoning, scientific explanation, revolutions in science, and theories such as realism and anti-realism. He also looks at philosophical issues in particular sciences, including the problem of classification in biology, and the nature of space and time in physics. The final chapter touches on the conflicts between science and religion, and explores whether science is ultimately a good thing.

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    Giovanni Guarnieri Soares 24/06/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Nome do livro está errado

    O livro deveria se chamar "Western History of Philosophy of Science: A very short introduction", Western no sentido geopolítico, nos excluindo, excluindo a África também. Em resumo, EUA e Europa. Já comecei o livro com um jogo: "vou marcar todas as citações e nomes que fogem do eixo ocidental ou que são mulheres". Para a surpresa de 0 pessoas, não marquei ninguém. Claro, o livro é bem escrito, tem uma linguagem fácil que um adolescente na escola poderia ler. O que torna tudo ainda mais problemático, por que algumas passagens são simplesmente péssimas. Eu não gosto nada da ideia da centralização da ciência no mundo Europeu, mas o livro vai além, dizendo coisas como que a matemática só começou a ser usada como ferramenta pra entender a natureza no século XVI. Como se as pirâmides tivessem sido levantadas por uma força da natureza obscura, como se a astronomia não existisse antes, como se a curvatura da terra já não fosse sabida antes. Além das ideias eurocentristas, o livro traz muitos exemplos que são, no mínimo, estranhos. Se contradizendo e gastando muita energia pra trazer discussões já mortas no lugar de focar o que se faz e fala hoje em dia. Aqui já entra uma discordância pessoal, mas um livro que busca introduzir a filosofia da ciência nas nossas vidas não deveria ter a abordagem de falar de coisas que não fazem sentido algum mais. Se a ideia era de construir um senso dialético de discussão e desenvolvimento de pensamento, sinto que o livro fez isso muito mal. O que eu gostaria de ler em um livro de introdução a filosofia da ciência não é a discussão de realismo contra anti-realismo, mas o entendimento e o caminho de como se faz ciência nos dias de hoje. Por fim, a leitura do livro teve proveito pois foi um livro selecionado para ler pelo nosso "clube do livro", que trouxe uma discussão excelente onde eu aprendi muito conversando com meus amigos. Mas tirando isso, tive muito pouco proveito do que estava escrito. Pra mim, um filósofo não pode ignorar o que acontece fora da Europa e deixar, propositalmente, de fora essa discussão em um livro de filosofia da ciência.

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