Estou na metade do livro. E adorando, apesar de ser um pouco mais difícil de entender a lógica psiquiatra que nesse livro em particular é mais densa e metodológica em se tratando de ética médica. Nos outros livros do autor ao qual tive o prazer de ler em O mito da doença mental, A fabricação da loucura e Dor e prazer, ele descreve mais o choque do controle sobree o indivíduo por parte da sociedade. Critica notavelmente o desmembramento do discurso psiquiatrico de controle de emoções que pertubam o outro o diferente. Voltei a lê-lo, por saber de sua morte no mês de setembro, ele fez parte das minhas leituras para escrever minha monografia e me identifico com que ele escreve. Esse não é o melhor livro na minha opinião, prefiro os outros que já nomei antes. Mas tem uma coisa que sempre fica na minha cabeça quando penso em psicanálise e na avaliação médico paciente e "moral". Trecho do livro "As técnicas psicoterapêuticas utilizam três atividades estreitamente relacionadas: comunicação verbal; comunicação não-verbal; e aceitação ou quebra de contratos ou promessas. Em outras palavras, a habilidade especial do psicoterapeuta reside em sua perícia no conduzir de seu relacionamento com os pacientes". (pag. 47) E eu penso se o objetivo terapêutico é revelar o passado e seu trauma, e fazê-lo aceita-las (o paciente), as técnicas enumeradas acima são subjetivas e interpretativas. Nossos valores estão estabelecidos em fatos, práticas, mas também no que é sugestivo, e aí cada um tem um jeito de lidar com as "memorias traumatizadas".

