Maravilhas do Conto Bíblico - Bíblico

    Vários, Diversos

    Cultrix
    1960
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Maravilhas do Conto Biblico / Fernando Correia da Silva, (Org.). Seleção e Introdução de Araújo Nabuco: Eça de Queiróz - O suave Milagre; Millôr Fernandes - A história de Sarasar; Gustave Flaubert, Honoré de Balzac e outros... Tradutores: Afonso Schmidt, Alice Ogando, Ana Maria Martins, Sônia Salles Gomes, Antonieta Dias de Moraes, Antônio D\Elia, Dulce Ortiz Patto, Edgard Cavalheiro, Eduardo Carvalho, Epaminondas Martins, Fernando Correia da Silva, Francisco Patti, Jamil Almansur Haddad, José Geraldo Vieira, Juvenal Jacinto, K. Wakisaka, Lígia Junqueira Caiuby, Luiz Drummond Navarro, Nair Lacerda, Ondina Ferreira, Paulo Rónai, Sérgio Milliet, Tatiana Belinky...

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    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich07/11/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O título correto é "Maravilhas do Conto Bíblico", um dos 29 volumes da coleção "Maravilhas do Conto Universal". Apesar do que o nome pode sugerir, a coletânea “Maravilhas do Conto Bíblico” não reúne apenas textos de teor literário tirados da Bíblia. De lá, existem apenas a famigerada história de Sansão e a narrativa do filho pródigo. De resto, o que há são escritores se inspirando nas histórias bíblicas para desenvolver uma nova trama, essencialmente literária. Ocorre que em boa parte do livro os escritores fizeram contos que ressaltam o caráter sobrenatural atribuído a Jesus e à mensagem que vaio trazer ao mundo. Vemos, por exemplo, vários contos relacionados aos três reis magos e todos são consonantes com a mensagem do Evangelho. Ora, o problema é que, ao meramente endossar a mensagem cristã, apenas esmiuçando um detalhe não explorado pela narrativa bíblica, fica-se com a impressão de que, nem de longe, tais contos alcançam a mesma beleza e o mesmo vigor do próprio relato em que se inspiraram. De fato, se é para ficar maravilhado com o poder de Jesus, muito melhor é ler os próprios Evangelhos. O livro segue nesse ritmo por um bom tanto, até chegar ao maravilhoso conto “Lázaro”, de Leonidas Andreiev, em que o autor retrata o que sucedeu ao homem que Jesus ressuscitou, sem que para isso tenha sido necessário usar nenhum tipo de apologia ao cristianismo. É um conto original e muito bem escrito que muito me agradou. Depois há um continho do Paulo Mendes Campos também relacionado a Lázaro e que, como o conto de Andreiev, não é usado para apenas reforçar a mensagem que já está dada na Bíblia. Na sequência vem “Herodíade”, de Flaubert, que também é eminentemente literário, sem preocupações apologéticas, mas que, honestamente, eu não tive muita paciência na leitura, pra mim um tanto enfadonha (não é culpa do Flaubert, sou eu que não consigo alcançá-lo). Depois há um inesperado conto do Poe que se passa em Jerusalém, mais uma curiosa história de Simão, o Cirineu, feita por Giovanni Papini, e ainda um conto de Edward Thompson que se propõe a contar a história do julgamento de Jesus, mas sem acrescentar nada de significativo que tornasse essa leitura mais interessante do que o próprio relato dos evangelistas. Por fim, “Jesus Cristo em Flandres”, do Balzac, também um conto de tom sobrenatural, mas interessante.

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