Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores12
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    King Rat -

    China Miéville

    Tor Books
    2000
    318 páginas
    10h 36m
    ISBN-13: 9780312890728
    4
    5 avaliações
    Leram5Lendo0Querem6Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados6Avaliaram5

    Something is stirring in London's dark, stamping out its territory in brickdust and blood. Something has murdered Saul Garamond's father, and left Saul to pay for the crime.But a shadow from the urban waste breaks into Saul's prison cell and leads him to freedom: a shadow called King Rat. King Rat reveals to Saul his own royal heritage, a heritage that opens a new world for him, the world below London's streets. With Drum and Bass pounding the backstreets, Saul must confront the forces that would use him, the ones that would destroy him, and those that have shaped his own bizarre identity.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    it's malle picture
    it's malle28/04/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "I'm Citizen Rat"

    King Rat, a ficção de estreia de China Miéville, um dos principais autores de weird fiction e ficção especulativa dos últimos anos, é definitivamente um livro que poderia ser melhor, mas tem o seu brilho. Narrado em terceira pessoa e com uma certa variedade de narrativas, mas focado principalmente em Saul, seguimos a trajetória do mesmo após ser acusado de matar seu pai — homem que, apesar de suas diferenças, ama profundamente — e escapa da prisão com a ajuda de King Rat. Literalmente. Um "rat king", ou rei rato, é referência ao fenômeno onde as caudas de vários ratos se entrelaçam, do qual se torna impossível de se desfazer o nó, condenando os roedores a morte ou canibalismo. No folclore europeu, se acredita que um rei rato pode controlar telepaticamente outros ratos, além de outros poderes psíquicos. Portanto, o nosso King Rat é nada mais, nada menos que a personificação de tal folclore, um homem alto, pálido e imundo, capaz de controlar ratos e que está vivo por milênios. Pela primeira vez em muito tempo, acabei trombando com um personagem verdadeiramente grotesco de uma forma nua e crua do qual me surpreendeu. Saul, inicialmente compreendendo ser sobrinho de tal criatura, passa por uma transformação semelhante — algo interessante de se acompanhar. Ambos, assim como outros monarcas de animais, estão sendo caçados pelo Flautista (ou The Piper), outra referência a uma figura folclórica, ao apanhador de ratos de Hamelin. Dessa forma, fica claro que King Rat incorpora muito bem diferentes figuras do folclore europeu e africano em um cenário moderno, onde Saul é nosso guia para este novo mundo criado por Miéville. Não é um mundo bem planejado, mas acredito se destacar mais do que a problemática principal e a narrativa. Por este se considerar seu primeiro trabalho publicado, e ser o primeiro livro que li dele, irei concluir que as inconsistências na narrativa melhoraram com seus novos trabalhos. Mas King Rat sofre de algumas lacunas e pontos que não foram esclarecidos de uma forma que, ao invés de provocar curiosidade ou espanto, somente deixaram o livro um tanto superficial e confuso (num mal sentido). Como fã de weird fiction, aprendi a identificar quando uma lacuna é proposital e quando é acidental, e posso dizer que muitas me parecem ser acidentais ou decorrentes de inconsistências. Do cenário essencialmente britânico, até os personagens secundários, pouco houve para me fazer conectar com os sufocos passados por Saul, e menos ainda com os sufocos de outros monarcas. Saul é unidimensional demais em vários momentos, com a falta de desenvolvimento acerca de seus relacionamentos com seus amigos prejudicando desenvolvimentos na trama, mas devo dizer que apesar de suas emoções parecem planas, suas atitudes são coerentes com a posição que ele ocupa dentro do universo e pela transformação que ele passa. Todos os outros personagens nada mais são que um pano de fundo às vezes estético, às vezes para variedade de pontos de vista, mas que dificilmente provocam algum sentimento forte da parte do leitor (com exceção de Fabian, que gostei mais do que outros). Apesar disso, King Rat tem seus momentos de brilhantismo com descrições que beiram a poesia, e que provocam visualizações viscerais em vários sentidos. É um mundo do qual consigo ver existir claramente diante dos meus olhos, mas cujas motivações fracas de vários personagens e as pontas sem sentido dentro da trama atrapalham a imagem que se forma. Inclusive, há momentos cuja narrativa, outrora fluída e bem ritmada, simplesmente para em prol de descrições sobre música eletrônica (jungle music, sendo mais exata), um gênero comum no cenário britânico de raves. Eu aposto que o Miéville é fã de jungle music, e decidiu incluir páginas, e páginas, e mais páginas a respeito de seu gosto nichado (mas de que, de nenhuma forma, é uma leitura prazerosa para o leitor). Apesar disso, como um todo, eu diria que foi uma leitura prazerosa. Eu estaria mentindo se falasse que não me diverti, e que não gostaria de ler mais dessa pequena semente de um universo com potencial. Só que, com sorte, melhor estruturado.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 5
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas60%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    China Tom Miéville profile picture

    China Tom Miéville

    China Miéville trabalhou como professor de inglês no Egito, onde desenvolveu um gosto pela cultura árabe e pelo Oriente Médio. De volta para a Inglaterra, estudou Antropologia Social em Cambridge e posteriormente obteve o PHD com distinção, em Relações internacionais. <BR> <BR>Ele gosta de descrever seu trabalho como "weird fiction" (mistura pulp do século 20 e o horror de HP Lovecraft), e pertence a um grupo de escritores que conscientemente, tenta levar a fantasia para longe de posições comerciais do gênero e dos clichés de Tolkien.<BR> <BR>Ele é membro do British Socialist Workers Party, uma organização de corrente Trotskyista, e concorreu a uma vaga para a Câmara dos Comuns britânica na eleição geral de 2001 como candidato da Aliança Socialista, obtendo 459 votos. Sua opção política de esquerda se mostra na sua escrita (particularmente evidentes em Iron Council), bem como suas teorias sobre a literatura (declarou que "O Senhor dos Anéis" possui um carater reacionário).<BR> <BR>China é capaz, com imaginação, de avançar de forma original e única, dentro de gêneros estabelecidos, como a fantasia (Perdido Street Station), o romance infantil (Un Lun Dun), a aventura clássica (The Scar), a história de detetives (The City & The City - "A Cidade & A Cidade" no Brasil), sem abdicar dos cenários fantásticos ou do sobrenatural.<BR> <BR>São inúmeras as premiações concedidas a este incrível escritor, como o prêmio Arthur Charles Clarke e o British Fantasy Award por Perdido Street Station, O Locus e o Britsh Fantasy Award por The Scar, novamente outro Arthur Charles Clarke e outro Locus por Iron Council, além de outras tantas indicações para os prêmios Hugo e o Nebula.<BR> <BR>No Brasil foi públicado seu primeiro romance "Rei Rato" (King Rat) pela editora Tarja e seus demais livros estão todos sendo públicados aqui pela editora Boitempo.

    54 Livros
    109 Seguidores

    China Tom Miéville